Para republicanos, "eloquência" de Obama em discurso não corresponde a fatos

Washington, 13 jan (EFE).- O Partido Republicano dos Estados Unidos deu sua resposta ao discurso da noite de terça-feira sobre o Estado da União pronunciado por Barack Obama e alegou que a "eloquência" e "o tom elevado" das palavras do presidente não correspondem aos fatos.

A governadora da Carolina do Sul, Nikki Haley, foi a reponsável por fazer a réplica ao presidente, e embora tenha reconhecido que Obama "falou eloquentemente sobre grandes assuntos" porque "dá o melhor de si quando faz isso", lamentou que seu histórico "frequentemente ficou longe do tom elevado de suas palavras".

"Quando começa seu último ano (de Obama) no cargo, muitos americanos ainda sentem as apertos de uma economia fraca demais para que aumente o nível de renda. Temos uma dívida nacional demolidora, um programa de saúde que encareceu os seguros e distúrbios caóticos em muitas de nossas cidades", apontou.

Em seu discurso, realizado no palácio do governo estadual, na capital Columbia, e posterior ao discurso de Obama perante as duas câmaras do Congresso, Haley também classificou a atual ameaça terrorista como "a mais perigosa desde o 11 de setembro de 2001".

"Este presidente parece que não quer ou não é capaz de lidar com isso", declarou a governadora, antes de acrescentar que o mandato de Obama terminará em breve e que os Estados Unidos "terão a oportunidade de virar para uma nova direção".

Filha de indianos, Haley insistiu no argumento esgrimido por muitos republicanos de que os Estados Unidos não podem se permitir uma política "de fronteiras abertas", que deve "acabar com a imigração ilegal" e que "nesta época de terrorismo, não pode deixar entrar refugiados cujas intenções não podem ser determinadas", mas por outro lado condenou uma cultura de ódio a imigrantes.

"Em tempos aflitivos, pode ser tentador seguir o apelo de vozes raivosas. Devemos resistir a essa tentação", ressaltou.

Por sua vez, o presidente do Partido Republicano, Reince Priebus, divulgou um comunicado no qual lamentou que, após sete anos de mandato de Obama, os EUA se tornaram um país "menos próspero, menos seguro e menos livre" e criticou os, segundo sua opinião, "fracassos e promessas descumpridas" do líder americano.

"A única coisa que o presidente deixou clara hoje é que os próximos dez meses consistirão em (Obama) afirmar que Hillary Clinton deve sucedê-lo, que classifica sua presidência fracassada com uma nota 'A' e quer levar ao próximo nível sua agenda esquerdista e divisora", apontou.

O presidente da Câmara dos Representantes, o republicano Paul Ryan, que presenciou estoicamente todo o discurso de Obama sentado logo atrás dele, lamentou que, "como é habitual", o governante "tentou dirigir as percepções do povo ao invés de enfrentar a realidade".

"Não teve uma resposta sobre como derrotar o Estado Islâmico (EI). Se tudo fosse tão bom como ele disse que é, dois terços dos americanos não diriam que o país está em um mau caminho", concluiu.

Já o pré-candidato à presidência e ex-governador da Flórida Jeb Bush disse que Obama "vive em um mundo à parte" se considera que os Estados Unidos são hoje mais seguros e citou como argumentos o crescimento do Estado Islâmico, os testes nucleares norte-coreanos, o conflito na Síria e as ações dos talibãs.

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