Guantánamo já tem menos de 100 detentos e EUA preparam seu fechamento

Miami, 14 jan (EFE).- O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Ashton Carter, confirmou nesta quinta-feira a libertação de dez iemenitas presos em Guantánamo (Cuba), razão pela qual o número de detentos se reduziu a 93, e afirmou que o governo de Barack Obama trabalha com diligência "para fechar este capítulo" da história do país.

Em um evento militar realizado em Miami, o chefe do Pentágono informou da transferência a Omã de dez iemenitas, cujo destino final ainda se desconhece.

Esta transferência situa a população carcerária em Guantánamo em 93 presos, e é a primeira vez que a prisão baixa da centena de reclusos desde que foi aberta no início de 2002, para passar um ano depois a contar com um máximo de 680 detentos.

"Trabalhamos com diligência para fechar este capítulo de nossa história", disse Carter, ressaltando que a libertação e a transferência dos presos iemenitas a Omã aconteceu após uma completa revisão médica.

A intenção do governo americano é transferir a outros países todos os presos que for possível, e levar o resto a um lugar seguro dentro dos Estados Unidos.

Nesse esforço contínuo para fechar Guantánamo e cumprir o compromisso de Barack Obama, espera-se que para no próximo semestre a Administração americana anuncie o destino de outros 40 detentos.

A visita de Carter a Miami faz parte das viagens empreendidas pelos membros do gabinete de Obama para explicar seus objetivos para 2016, e como continuação do discurso do presidente sobre o Estado da União.

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