Presidente da Indonésia condena ataque e exige captura dos culpados

Bangcoc, 14 jan (EFE).- O presidente da Indonésia, Joko Widodo, condenou nesta quinta-feira o ataque com explosivos, que foi seguido por um tiroteio, no centro de Jacarta, a capital do país, no qual morreram pelo menos seis pessoas, e exigiu a prisão dos culpados.

"Condenamos os ataques. Temos que perseguir e capturar esses homens e sua rede", declarou Widodo, segundo a imprensa local.

A polícia detalhou que entre 10 e 14 homens armados participaram do ataque e que alguns deles ainda podem estar dentro de um centro comercial próximo.

"Não devemos ter medo. Não podemos ser derrotados por atos terroristas", comentou o presidente, que está a caminho da capital, pois cumpria agenda na cidade de Majalengka, em Java Ocidental.

Widodo pediu à população que evite as especulações sobre os possíveis grupos extremistas que estão por trás dos atentados e que espere os resultados da investigação policial.

A primeira detonação aconteceu ao meio-dia (horário local) em um posto de polícia, segundo a emissora "DetikTv", que exibiu imagens divulgadas nas redes sociais onde é possível ver pelo menos o corpo de um oficial estirado na rua.

Após a explosão, teve início um intenso tiroteio que foi seguido por mais explosões.

Segundo o jornal "Kompas", os disparos atingiram várias pessoas, por isso o número de vítimas pode aumentar.

A polícia isolou as ruas próximas do centro comercial Sarinah, onde ocorreu o ataque, no bairro de Jalan Thamrin, que fica a pouca distância do palácio presidencial e de escritórios da ONU.

As autoridades pediram aos moradores da área que se mantenham em suas casas e se afastem das janelas.

A Indonésia estava e permanece em alerta para possíveis ataques terroristas contra as autoridades locais e lugares frequentados por estrangeiros. O país tem a maior população muçulmana do mundo, 88% de seus 250 milhões de habitantes, e já foi alvo de vários ataques de islamitas radicais.

O maior deles foi em 2002, na ilha turística de Bali, quando 202 pessoas morreram, em sua maioria turistas australianos. EFE

nc/rpr

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