Cresce o número de pessoas que fogem de Moçambique para o Malauí

Genebra, 15 jan (EFE).- O número de pessoas que fogem do conflito civil de Moçambique para buscar refúgio no Malauí cresceu de forma significativa nas últimas semanas, segundo alertou nesta sexta-feira a Agência das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur).

A Acnur registrou 1.297 pessoas que chegaram à cidade de Kapise, situada 100 quilômetros ao sul da capital Lilongwe, nas últimas semanas, e delas 900 ainda esperam para ser registradas.

Do total das quase 1,3 mil pessoas, dois terços são mulheres e crianças.

Além disso, foram documentadas outras 400 chegadas a 16 povos da região de Chikwawa, mais ao sul do país.

Os refugiados provêm em sua maioria da província moçambicana de Tete, e contaram ao pessoal do Acnur que fogem das lutas entre as forças governamentais e Renamo, o principal grupo da oposição em Moçambique.

Além disso, as forças governamentais estão atacando os povos suspeitos de ocultar membros da oposição.

Em meados de 2015, quando a Acnur registrou 700 chegadas desde Moçambique ao Malauí, foi acordado receber refugiados por se tratar de uma situação temporária.

Mas esta situação se agravou nas últimas semanas, pois o Malauí já acolhe 25 mil deslocados no acampamento de Dzaleka, a 35 quilômetros da capital.

Os recursos para assistir estas pessoas são limitados e o governo está considerando reabrir o acampamento Luwani, que durante a guerra civil de Moçambique (1977-1992) acolheu cerca de um milhão de refugiados.

A Acnur colabora com as autoridades na recepção dos refugiados, mas há outras organizações que os ajudam, como o Programa Mundial de Alimentos (PAM) que está fornecendo comida, ou Médicos Sem Fronteiras (MSF), que participa com uma clínica móvel e construindo poços para evitar um surto de cólera.

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