Grupo criminoso liberta reféns sequestrados no México a caminho de casamento

Cidade do México, 15 jan (EFE).- Um grupo criminoso que havia sequestrado 21 pessoas no último sábado no estado de Guerrero, no sul do México, e que em sua maioria estavam em uma caravana a caminho de um casamento, as libertou nesta sexta-feira, informaram autoridades locais.

O governador de Guerrero, Héctor Astudillo, concedeu entrevista coletiva na qual anunciou a libertação dos sequestrados e afirmou que ela ocorreu como "consequência de operações" policiais das quais participaram "mais de 500 pessoas".

Na noite de sábado, no município de Arcelia, um grupo de homens armados atacou veículos que seguiam rumo a um casamento. Os criminosos mataram três pessoas e sequestraram 17 que estavam na caravana, sendo uma das quais foi encontrada morta.

Alguns jornais e sites de notícias locais informaram que os outros cinco reféns são professores que foram sequestrados dois dias depois em uma escola do município vizinho de Ajuchitlán del Progreso, mas fontes do governo disseram à Agência Efe que eles seriam outras pessoas.

Após terem sido libertadas pelos criminosos aparentemente devido à pressão da operação policial, as vítimas foram encontradas por agentes do Grupo Antisequestro da Procuradoria de Guerrero em um morro no povoado de San Antonio de la Gavia, no município de San Miguel Totolapan. Elas foram levadas às instalações do Ministério Público em Arcelia, onde prestaram depoimento, e poucas horas depois saíram em veículos particulares e com os rostos cobertos para evitar serem fotografadas.

O procurador de Guerrero, Javier Olea, disse na quinta-feira que por trás dos dois sequestros estaria uma quadrilha que buscava recursos "para financiar a compra e o transporte de droga para os Estados Unidos".

No caso dos professores, ele disse que os sequestradores pediram aos familiares dos reféns "uma quantia exorbitante de 3 milhões de pesos (US$ 167 mil) por cada um".

Além da teoria do sequestro, os investigadores responsáveis pelo caso trabalham com outra hipótese, a de que o desaparecimento se deve a um "recrutamento", porque algumas das pessoas que foram levadas "são muito jovens".

O grupo que está por trás destes sequestros é uma organização recente e que nasceu de cisões de outras duas organizações criminosas, segundo a polícia.

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