Republicanos garantem que Obama quer acabar com o direito ao porte de armas

Washington, 14 jan (EFE).- Os pré-candidatos republicanos para as eleições presidenciais dos Estados Unidos criticaram nesta quinta-feira as tentativas do presidente Barack Obama de aumentar os controles de armas, enquanto alguns deles asseguraram que o chefe de Estado quer acabar com o direito ao porte de armamentos.

O senador Marco Rubio afirmou no debate televisivo republicano de hoje que o presidente "confiscaria as armas de todos os cidadãos se pudesse" e quer "se desfazer" da Segunda Emenda da Constituição, que trata do direito ao porte de armas e da criação de milícias.

Rubio também disse que o aumento da venda de armas desde que Obama assumiu a Casa Branca em 2009 se deve ao "medo" de que o presidente possa confiscar as armas.

O senador Ted Cruz também quis apelar para o medo do confisco de armas, um argumento que tem bastante aceitação na base mais conservadora dos republicanos, e disse que Obama quer "fazer uma lavagem cerebral nas pessoas" para que elas se oponham à posse de armas.

Cruz disse que a pré-candidata do Partido Democrata, Hillary Clinton, não acredita que a Segunda Emenda garanta o direito ao porte de armas a todos os americanos e insinuou que se ela chegar à Casa Branca em 2017, esse direito estará ameaçado.

Obama apresentou neste mês uma proposta para exigir por decreto a expansão das revisões de antecedentes para os vendedores particulares com alto nível de transações, que até agora estão fora do controle dos reguladores federais.

Essa reforma, que a Casa Branca tenta realizar sem o apoio do Congresso, que é de maioria republicana, tenta limitar a possibilidade de que pessoas com problemas mentais e antecedentes criminais possam obter armas facilmente.

O governador de Nova Jersey, Chris Christie, assegurou que tentar aprovar novas regulações à revelia do Congresso é algo próprio de "ditaduras".

Já o ex-governador da Flórida, Jeb Bush, comentou que, apesar de ser contrário às propostas de Obama, está de acordo em reforçar as medidas para evitar que as armas caiam nas mãos de pessoas com problemas mentais.

O debate republicano de hoje aconteceu em Charleston, na Carolina do Sul, a mesma cidade onde ocorreu o massacre cometido por um jovem branco, ligado a movimentos racistas, que matou nove fiéis negros em uma igreja em junho do ano passado.

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