AIEA deve apresentar hoje relatório que permitirá implementar acordo com Irã

Viena, 16 jan (EFE).- A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) deve apresentar neste sábado em Viena um relatório que confirma que o Irã cumpriu as exigências que validam o acordo nuclear assinado com o G5+1 em julho do ano passado.

Assim que que a agência nuclear da ONU tiver enviado a seus países-membros o documento com o sinal verde final, a União Europeia (UE), os Estados Unidos e as Nações Unidas poderão suspender, provavelmente hoje mesmo, as sanções contra o Irã.

O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, o ministro de Relações Exteriores do Irã, Mohammed Javad Zarif, e o responsável da política externa da UE, Federica Mogherini, devem se reunir hoje em Viena para debater como seguir adiante.

Pelo acordo nuclear multilateral, assinado em 14 de julho em Viena, o Irã deve limitar suas capacidades nucleares durante períodos que vão de 10 a 25 anos, em troca do levantamento de sanções comerciais, nucleares e diplomáticas contra si.

A AIEA teve que verificar e confirmar, entre outras medidas, o desmonte de grande parte das centrífugas de enriquecimento de urânio, assim como a reconversão do reator de água pesada em Arak e o envio de urânio enriquecido à Rússia.

Em sua chegada a Viena, Zarif disse a um grupo de jornalistas iranianos que hoje serão levantadas as sanções nucleares contra o Irã.

"É um bom dia para o povo do Irã e também um bom dia para a região. As sanções serão levantadas hoje", acrescentou o ministro iraniano, citado pela agência de notícias "Irna".

O acordo de Viena foi fechado após 18 meses de árduas negociações entre o Irã e os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (EUA, Rússia, China, França e Reino Unido),mais a Alemanha.

As potências ocidentais temiam que o programa nuclear do Irã tivesse, na realidade, intenções militares, o que Teerã sempre negou, embora durante mais de uma década não tenha permitido a transparência necessária à AIEA para monitorar suas atividades.

Com este acordo, o período mínimo teórico para que o Irã possa construir uma bomba nuclear foi prolongado por pelo menos 12 meses, o que daria tempo suficiente à comunidade internacional para reagir em caso de uma ruptura iraniana do tratado.

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