Ataque a hotel em Burkina deixa 23 mortos de 18 nacionalidades

Ouagadogou, 16 jan (EFE).- Pelo menos 23 pessoas de 18 nacionalidades diferentes morreram no ataque jihadista ao hotel Splendid, em Ouagadogou, segundo o primeiro balanço oficial divulgado pelo presidente de Burkina Fasso, Christian Kabore.

O presidente foi ao hotel depois de o exército dar por encerrada a operação contra o ataque da Al Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI), que se entrincheirou no hotel e fez mais de uma centena de reféns.

Em declarações aos jornalistas, Kabore pediu aos cidadãos que mantenham a guarda e "sejam valentes diante de um ato tão desprezível".

O grupo jihadista enviou uma nova mensagem, reproduzida pela agência privada mauritana "Al Akhbar", que afirma que houve "mais de 30 mortos" no ataque.

Trata-se de uma mensagem de áudio em árabe feita por um porta-voz não identificado e que fala no dialeto hassaniya, o utilizado na Mauritânia, norte do Mali e no Saara Ocidental.

Neste momento, se celebra um conselho extraordinário de ministros no palácio presidencial para analisar a situação no país.

As forças de segurança aconselharam os cidadãos a evitarem os arredores da região, já que uma operação de rastreamento foi iniciada em um hotel próximo e outros estabelecimentos para garantir que nenhum dos atacantes se escondeu em lugares próximos.

Na operação de contra-ataque, o exército conseguiu liberar 126 pessoas que permaneciam retidas no interior do hotel, e as 33 que ficaram feridas já estão recebendo atendimento médico.

Três jihadistas morreram durante a operação militar, e algumas das pessoas liberadas foram retidas para investigar uma possível participação no ataque, segundo a imprensa local.

O ataque do exército ao hotel começou à 1h30 (23h30 de sexta em Brasília) e contou com a participação de forças especiais francesas e agentes dos serviços de inteligência dos Estados Unidos, que têm bases militares no país para lutar contra o terrorismo jihadista no Sahel.

O hotel foi tomado ontem à noite por um comando da AQMI, que detonou um carro-bomba na entrada e depois começou a disparar indiscriminadamente em hóspedes e funcionários.

A Al Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI) também reivindicou o ataque contra o hotel Radisson Blu, um conhecido estabelecimento entre a comunidade expatriada na capital do Mali, Bamaco, que deixou 19 mortos.

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