Obama assina ordem executiva que suspende sanções contra o Irã

Washington, 16 jan (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, assinou neste sábado a ordem executiva que suspende as sanções econômicas contra o Irã, informou a Casa Branca.

Obama assinou a ordem depois que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) confirmou que o Irã cumpriu as exigências para iniciar o histórico acordo nuclear pactuado em julho do ano passado em Viena e, dessa forma, suspender as sanções internacionais contra esse país.

No texto, o presidente, que notificou o Congresso de sua decisão, assinalou que o cumprimento dessas exigências por parte da República Islâmica "marcam uma mudança fundamental nas circunstâncias em relação ao programa nuclear do Irã".

O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, tinha confirmado a suspensão das sanções de seu país contra o Irã depois que a AIEA verificou que esse país cumpriu as exigências para aplicar o acordo nuclear pactuado em julho do ano passado.

"Eu confirmo que a Agência Internacional de Energia Atômica verificou que o Irã implementou completamente seus compromissos requeridos", afirmou o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, em um breve comunicado emitido pelo Departamento de Estado.

"Os compromissos relacionados com as sanções dos Estados Unidos (...) estão agora vigentes", acrescentou Kerry ao referir-se à suspensão de sanções ao Irã por parte dos Estados Unidos.

A responsável de política externa da União Europeia (UE), Federica Mogherini, também confirmou que o acordo nuclear multilateral com o Irã foi implementado este sábado e, com isso, estão suspensas todas as sanções nucleares que pesavam sobre a República Islâmica.

A suspensão das sanções permitirá ao Irã dispor de US$ 100 bilhões em ativos que se encontravam bloqueados no mundo todo.

As potências internacionais e o Irã mantiveram hoje intensos contatos diplomáticos em Viena para preparar o anúncio.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohamad Javad Zarif, se reuniu com Kerry e com Mogherini, que negocia em nome do chamado Grupo 5+1 (Estados Unidos, França, China, Reino Unido, Rússia e Alemanha).

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