Presidente e primeiro-ministro da França condenam ataque em Burkina Fasso

(atualiza com novas declarações).

Paris, 16 jan (EFE).- O presidente da França, François Hollande, condenou neste sábado o ataque a um hotel em Ouagadogou, capital de Burkina Fasso, que deixaram 26 pessoas de 18 nacionalidades mortas.

Em comunicado divulgado pelo Eliseu, sede da presidência francesa, Hollande manifestou seu apoio à população e ao presidente de Burkina Fasso, Christian Kabore, e lembrou que as forças francesas colaboram com as do país.

"Queriam provocar de novo o horror. Foram a vários estabelecimentos, hotéis e restaurantes, e foi necessário que as forças armadas de Burkina, apoiadas por forças especiais francesas, às que saúdo por sua coragem, interviessem para liberar 120 pessoas que sem dúvida teriam tido uma sorte cruel", disse.

O ministerio de Relações Exteriores da França fala em 27 mortos, entre eles sete mulheres e uma criança, e cerca de 150 feridos.

Hollande disse que se acredita que haja uma vítima francesa, mas não confirmou se é uma das mortas ou a mulher ferida que o ministério de Exteriores citou.

"Devemos lutar contra o terrorismo lá onde saqueia, massacra, estupra e pior, mata, sem distinção. Continuamos a ser nós mesmos, fazendo um chamado a medidas excepcionais como o estado de emergência, mas de modo que nestas situações excepcionais mantenhamos o respeito do direito e a liberdade", acrescentou.

Para ele, os terroristas "querem atacar o que somos, nossa vida, a confiança que temos no futuro, mas devemos seguir vivendo, atuando, principalmente para as gerações futuras".

"Ao atacar #BurkinaFaso, os terroristas bateram de novo o mundo. Juntos responderemos e venceremos", disse o primeiro-ministro da França, Manuel Valls, em sua conta no Twitter.

Sua mensagem foi publicada antes que se soubesse que um terrorista da Al Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI), que participou do ataque ao hotel, ameaçou abertamente a França antes da operação do exército de Burkina para liberar os reféns.

A contraofensiva do exército para liberar o Splendid começou à 1h30 (23h30 de sexta em Brasília) e contou com a participação de forças especiais francesas e agentes dos serviços de inteligência dos Estados Unidos, que têm bases militares no país para lutar contra o terrorismo jihadista no Sahel.

O hotel foi tomado ontem à noite por um comando da AQMI, que detonou um carro-bomba na entrada e depois começou a disparar indiscriminadamente em hóspedes e funcionários.

A Al Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI) também reivindicou o ataque contra o hotel Radisson Blu, um conhecido estabelecimento entre a comunidade expatriada na capital do Mali, Bamaco, que deixou 19 mortos.

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