Solução para refugiados não pode fracassar por falta de verba, diz ministro

Berlim, 16 jan (EFE).- O ministro de Finanças da Alemanha, Wolfgang Schäuble, ressaltou a necessidade de reforçar as fronteiras exteriores da União Europeia para lidar com a onda de refugiados que têm chegado, o que não deve fracassar, acrescentou, por falta dinheiro.

Em entrevista publicada neste sábado pelo jornal "Süddeutsche Zeitung", o ministro qualificou de "prioritário" achar uma solução à crise de refugiados e se pronunciou a favor de pôr à disposição, caso necessário, "mais recursos do orçamento europeu" para garantir a segurança das fronteiras exteriores.

"A solução destes problemas não deve fracassar por falta de meios", ressaltou Schäuble, que exemplificou como possível medida, um imposto pela gasolina caso os orçamentos nacionais e europeus não sejam suficientes.

"Por que não devemos marcar um encontro europeu, se a tarefa é tão urgente? Nós precisamos de proteger as fronteiras externas de Schengen agora. A solução para estes problemas não devem falhar devido a uma limitação de fundos", acrescentou.

Ao mesmo tempo, assinalou que se há países que não estão dispostos a contribuir economicamente para resolver a crise, a Alemanha não deixará de fazê-lo, e sendo assim seria necessário criar uma "coalizão da vontade".

Para Schäuble, só o controle das fronteiras exteriores permitirá manter abertos os limites territoriais dentro da zona de Schengen.

"Nem todo mundo que quer pode vir à Europa. Isso devemos conseguir a base de controle e da cooperação com os estados vizinhos. Mas o tempo para fazê-lo é finito", advertiu.

Ele insistiu que "o problema deve ser resolvido em nível europeu", pois caso contrário não será só a Alemanha a afetada, como parece que pensam alguns, acrescentou, mas os países vizinhos e os estados balcânicos até a Grécia.

"No mais tardar então todos ficarão conscientes de que não se trata de um problema alemão", disse.

Os três bilhões de euros (R$ 13 bilhões) que os ministros de Finanças da UE concordaram em pôr à disposição da Turquia para que os refugiados possam receber assistência nesse país resolvem só uma parte da crise.

"Teremos que destinar consideravelmente mais recursos, mas não conseguiremos controlar os problemas nos países de origem" dos refugiados, ressaltou.

Por outro lado, Schäuble se mostrou convencido de que a Alemanha não está no limite de suas capacidades por falta de recursos no que respeita ao amparo de refugiados, mas em todo caso, matizou, existe "um problema de funcionamento do sistema federal".

"Tem grande valor que a população tenha se mostrado tão hospitaleira. Mas também é certo que tudo tem limites, não no sentido de fechamento, mas no que diz respeito à eficiência", precisou.

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