Trípoli ordena prisão da equipe de segurança do governo de unidade

Trípoli, 16 jan (EFE).- O primeiro-ministro do governo líbio em Trípoli, Jalifa Ghwell, ordenou a detenção de qualquer membro da equipe de segurança do presidente do Executivo de União Nacional designado pela ONU, Mohamad Fayez al Serraj, que pisar no território sob sua administração.

Segundo o jornal "Libya Herald", próximo ao governo de Tobruk, Ghwell ordenou às forças da plataforma "Fajr Libya" (Amanhecer Líbia) que redobrem a vigilância na capital e não colaborem com a equipe de Al Serraj.

A ordem reforça a oposição do Executivo de Trípoli em reconhecer a autoridade do governo de transição designado pela ONU e dificulta que ele possa instalar sua sede na capital.

Atualmente, Serraj e o o restante dos membros de sua administração têm sua base na Tunísia.

Há uma semana, e depois de se reunir com a alta representante de Política Externa e Segurança da ONU, Federica Mogherini, em Túnis, o primeiro-ministro do governo designado viajou à cidade líbia de Zlinten para expressar as condolências às famílias dos mais de 60 mortos em um atentado.

No entanto, na saída da cerimônia foi retido por um grupo de homens armados que o obrigaram a viajar para a vizinha Misrata e deixar o país após afirmar que não reconheciam sua autoridade e que não era bem-vindo.

Designado há dois meses, Serraj também não foi reconhecido ainda pelo parlamento em Tobruk e segundo o jornal, mantém uma relação difícil com o representante deste governo no Executivo de unidade, Ali Al Qatrani, por causa da "equipe de segurança".

Após a queda do ditador Muammar Kadafi, em 2011, e das últimas eleições, o poder está dividido entre Tobruk e Trípoli, governos apoiados por diferentes grupos islamitas, senhores da guerra, líderes tribais e contrabandistas de armas, petróleo, pessoas e drogas.

Do conflito se aproveitaram grupos jihadistas vinculados à organização da Al Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI) e o autoproclamado Estado Islâmico, que ganharam terreno e ampliaram sua influência no norte da África.

Os jihadistas fizeram há mais de uma semana uma ofensiva para tentar tomar o controle dos portos petroleiros de Sidra e Ras Lanuf, os mais importantes do país.

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