"Washington Post" expressa alegria por libertação de correspondente no Irã

Washington, 16 jan (EFE).- O jornal "The Washington Post" manifestou neste sábado sua alegria pela libertação de seu correspondente em Teerã, Jason Rezaian, como parte de uma troca de prisioneiros negociada entre Estados Unidos e Irã.

"Não poderíamos estar mais contentes ao escutar a notícia de que Jason Rezaian foi libertado da prisão de Evin (Teerã)", afirmou o editor do jornal, Frederick J. Ryan, Jr.

"Assim que recebermos mais detalhes e possamos confirmar que Jason deixou o Irã de forma segura, teremos mais (informação) para compartilhar", acrescentou o editor, muito prudente, em um breve comunicado.

Rezaian, de 39 anos, com nacionalidade americana e iraniana, foi detido em Teerã em julho de 2014 e acusado de espionagem e de divulgar propaganda hostil contra a República Islâmica em um julgamento que começou no último dia 26 de maio.

Rezaian foi detido junto com sua esposa, Yeganeh Salehi, correspondente do jornal emiratense "The National", e uma fotógrafa independente que tinha trabalhado para o "Washington Post", e seu marido, todos eles, exceto Salehi, com dupla nacionalidade iraniana-americana.

A fotógrafa e seu marido foram libertados semanas mais tarde, enquanto Salehi foi liberada pagando uma fiança no início de outubro de 2014.

O caso de Rezaian, que terminou com uma condenação fixada definitivamente por espionagem, despertou uma onda de críticas e repúdio contra o sistema judiciário iraniano por sua opacidade e sua falta de garantias.

Em julho do ano passado, o jornal "Washington Post" chegou a pedir ajuda às Nações Unidas para conseguir a libertação de seu correspondente.

A família do jornalista e seus chefes do "Post" insistiram o tempo todo em sua inocência, assim como as autoridades dos Estados Unidos, que desde sua detenção exigiram sua libertação.

O jornalista foi libertado junto a outros três cidadãos irano-americanos: o ex-militar Amir Hekmati, o pastor religioso Saeed Abedini e o empresário Nosratollah Khosravi-Roodsari.

Em troca, os EUA confirmaram que ofereceram "clemência" a sete iranianos condenados ou pendentes de julgamento no país, seis dos quais têm a dupla nacionalidade.

As libertações foram anunciadas enquanto as potências internacionais e o Irã mantinham intensos contatos diplomáticos em Viena para preparar o anúncio da implementação do acordo nuclear alcançado em julho, e que representará a suspensão das sanções econômicas sobre Teerã.

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