Netanyahu diz que se não fosse por Israel, Irã já teria armas nucleares

Jerusalém, 17 jan (EFE).- O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou neste domingo que, se não fosse por seu país, "o Irã teria já armas nucleares", e advertiu que a suspensão das sanções internacionais - iniciada hoje - dará mais recursos a Teerã para financiar o terrorismo.

"Se não fosse por nossos esforços para embandeirar as sanções e fazer fracassar o programa nuclear iraniano, o Irã teria tido armas nucleares há muito tempo", assinalou Netanyahu em declarações aos jornalistas antes do começo de sua reunião com o Conselho de Ministros, segundo um comunicado divulgado por seu escritório.

O chefe do governo israelense se queixou que "o que está claro é que agora o Irã terá mais recursos para destinar ao terrorismo, às suas agressões na região e ao redor do mundo", e advertiu que seu país "está preparado para enfrentar qualquer ameaça".

Além disso, anunciou que estão debatendo com a Casa Branca para assinar um documento de entendimento sobre assistência dos EUA a Israel em matéria de segurança na próxima década, algo "importante para repelir as ameaças na região, especialmente a iraniana".

Netanyahu também fez referência à "lei de ONG", criticada por setores da esquerda como "antidemocrática" e que, em seu entender, só dá mais transparência no financiamento destas organizações.

"Em um regime democrático necessitamos saber quem financia as ONGs, da direita, da esquerda, de cima e de baixo", declarou, e assinalou que o povo tem direito especialmente de saber se o financiamento vem de governos de outros países.

No entanto, pediu que a proposta apresentada na Knesset seja modificada em dois aspectos: que se retire a exigência que os representantes da ONG se identifiquem com rótulos quando estiverem no edifício do parlamento e que exija a identificação das doações desde o primeiro dólar quando vier de governos estrangeiros.

Além disso, Netanyahu fez um pedido aos ministros das Relações Exteriores europeus, que se reúnem amanhã em Bruxelas, para que "não tenham dois pesos e duas medidas, viés e ataques contra Israel, o que seria injusto e inadequado, além de não ajudar a UE a ser um parceiro nos debates sobre o Oriente Médio" .

Os ministros europeus aprovarão, sem debate, as conclusões de um relatório elaborado sobre o processo de paz no Oriente Médio, que faz referência à diferenciação dos produtos importados para a UE desde Israel ou desde suas colônias na Cisjordânia - consideradas ilegais, um parágrafo discutido extensamente pelas delegações, segundo fontes diplomáticas europeias.

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