Confrontos entre regime sírio e EI deixam 190 mortos em Deir ez Zor

Beirute, 18 jan (EFE).- Pelo menos 190 pessoas morreram desde sábado em combates entre o grupo terrorista Estado Islâmico (EI) e as forças do regime sírio nas imediações da cidade de Deir ez Zor, informou nesta segunda-feira o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

A ONG detalhou que pelo menos 120 soldados governamentais e milicianos leais ao regime de Bashar al Assad morreram desde o início, no último dia 16, de uma ofensiva dos jihadistas para tomar o controle das áreas que ainda estão em poder das autoridades em Deir ez Zor.

Entre essas baixas, há pelo menos 40 aliados do governo de Damasco que foram assassinados pelos radicais no povoado de Al-Bughayliyah, ao norte de Deir ez Zor e que foi conquistado pelo EI.

Por sua parte, a organização extremista perdeu 70 de seus integrantes desde o começo do ataque, dos quais 28 cometeram atentados suicidas com carros-bomba e coletes de explosivos.

Desde sábado, o EI progrediu e arrebatou do regime Al-Bughayliyah, o acampamento militar de Al Saiqa e parte de armazéns de armas em Ayash, segundo o Observatório, embora ativistas na região tenham declarado à Agência Efe que os radicais controlam todos os depósitos de armamento.

Há três dias, o Observatório indicou que os jihadistas tinham assassinado 85 civis e anteontem informou do sequestro de mais de 400 pessoas em Al-Bughayliyah.

A ONG apontou que 50 soldados das tropas governamentais e de milícias aliadas também morreram durante os confrontos entre sábado e domingo.

A agência oficial "Sana" elevou o número de mortos pelos terroristas a 300 pessoas, incluindo várias dezenas de crianças e mulheres, que em sua maioria eram familiares de soldados destinados em Deir ez Zor.

No entanto, ativistas da província de Deir ez Zor expressaram à Efe suas dúvidas sobre estes dados.

O diretor-executivo do grupo Deir ez Zor 24, Omar Abu Leila, e o ativista da Rede Síria para os Direitos Humanos, Mohammed al Jalif, qualificaram de "falsidades" as notícias sobre o sequestro de mais de 400 pessoas e rebaixaram o número de mortos.

Abu Leila garantiu que apenas 18 militares morreram nas mãos do EI desde sábado em Al-Bughayliyah.

Al Jalif, que tem parentes nessa cidade, apontou que "quase não havia civis quando o EI entrou, já que tinham se deslocado a áreas do oeste da província e ao bairro de Al Yura (dentro de Deir ez Zor), sob controle do regime".

Esse ativista ressaltou que em Al-Bughayliyah não restavam mais que 400 pessoas e a maioria era de milicianos das Forças de Defesa Nacional, ligada ao governo.

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