Primeiro-ministro taiuanês sai de "férias" após ter renúncia negada

Taipé, 18 jan (EFE).- O primeiro-ministro em fim de mandato de Taiwan, Mao Chi-kuo, pertencente ao Partido Nacionalista Kuomintang (KMT) e derrotado nas eleições de sábado pelo Partido Democrata Progressista (PDP), pediu nesta segunda-feira sua ausência por "férias", depois que o presidente da ilha rejeitou sua renúncia.

Mao apresentou sua renúncia ao cargo após o pleito, mas decidiu optar pela fórmula das "férias" perante a recusa do presidente Ma Jing-yeou a aceitar sua renúncia, também do KMT e que cederá seu cargo a Tsai Ing-wen, do PDP.

O vice-primeiro-ministro taiuanês, Simon Chang, explicou que, durante a ausência de Mao, ele atuará como primeiro-ministro interino e os ministros ficarão em seus cargos, até que se decida finalmente se o governo renuncia ou não.

Chang disse que ainda espera que o Partido Democrático Progressista (PDP), ganhador do pleito presidenciais com Tsai Ing-wen e das eleições legislativas com 68 das 113 cadeiras, reconsiderou a oferta do presidente Ma, que ameaçou a formação vencedora a formar governo imediatamente e não dentro de quatro meses.

Taiwan deve esperar até 20 de maio para a posse de Tsai como presidente, que alguns consideram como um período longo demais para um governo de transição, perante um parlamento com maioria absoluta opositora.

A presidente eleita da ilha, Tsai Ing-wen, não quis aceitar até o momento a oferta de Ma, por considerar que segundo a Constituição é o presidente quem deve nomear o primeiro-ministro e não o parlamento.

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