Rede de ativistas sírios questiona números de massacre de Deir ez Zor

Beirute, 18 jan (EFE).- A rede Deir ez Zor 24, com ativistas na província síria homônima, questionou os números divulgados pelo regime e pelo Observatório Sírio de Direitos Humanos sobre o massacre neste fim de semana passado na região.

O diretor-executivo de Deir ez Zor 24, Omar Abu Leila, disse à agência Efe por telefone que só 18 soldados do exército leal ao regime de Bashar al Assad foram assassinados desde sábado pelo Estado Islâmico (EI) em Al-Bughayliyah, ao norte da cidade de Deir ez Zor, no nordeste da Síria.

O Observatório Sírio de Direitos Humanos indicou no sábado que os jihadistas tinham assassinado 85 civis e ontem informou do sequestro de mais de 400 pessoas.

Segundo a ONG, 50 soldados das tropas governamentais e de milícias afins também morreram durante os confrontos de sábado e domingo.

A agência oficial Sana elevou o número de mortos pelos terroristas a 300 pessoas, incluídas várias dezenas de crianças e mulheres, a maioria familiares de soldados de Deir ez Zor.

Abu Leila qualificou de "falsidades" a informação de que há centenas civis sequestrados, porque "o EI não costuma atuar assim nessa região, normalmente retém civis durante algumas horas, mas depois os deixam irr".

No caso de Al-Bughayliyah, a maioria dos civis tinham ido para outros lugares antes da entrada do EI, apontou o ativista.

De acordo com dados de sua organização, os radicais retiveram a várias famílias que se dirigiam fora de Al-Bughayliyah, mas contradisse o número divulgado pelo Observatório.

Deir ez Zor 24 acrescentou além disso que os civis falecidos este fim de semana em Al-Bughayliyah são 12, todos vítimas da aviação do regime.

O EI proclamou no final de junho de 2014 um califado nas áreas sob seu controle na Síria e no Iraque.

No mês seguinte, avançou pela província de Deir ez Zor, na fronteira com o território iraquiano, e conseguiu domínio quase total, exceto por alguns distritos da capital e o aeroporto militar - onde mantêm uma ofensiva há um ano.

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