Reino Unido dará aulas de inglês para integrar mulheres muçulmanas

Em Londres (Inglaterra)

O governo britânico anunciou nesta segunda-feira (18) um plano para fornecer ensino do inglês para milhares de mulheres muçulmanas que vivem no Reino Unido, para facilitar sua integração à sociedade e combater o extremismo.

Com o fundo de 20 milhões de libras (R$ 115 milhões), o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, confia em combater uma situação que deixa muitas mulheres muçulmanas reféns da discriminação e do isolamento social.

Em artigo publicado no "Times", Cameron destacou a necessidade de enfrentar uma minoria de homens muçulmanos que exercem um "controle danoso" sobre suas mulheres no ambiente familiar.

"Muito frequentemente, devido ao que eu chamaria de 'tolerância passiva', há gente que se aferra à defeituosa ideia de um desenvolvimento separado", assinalou o chefe de governo, sobre a falta de integração. "É hora de mudar nosso enfoque. Nunca vamos construir uma verdadeira nação a menos que sejamos mais positivos sobre nossos valores liberais, mais claros sobre as expectativas que damos aos que vêm viver aqui e constroem juntos nosso país", afirmou.

O governo estima que há 190 mil mulheres muçulmanas na Inglaterra que falam muito pouco ou nada de inglês. O novo plano das autoridades britânicas tem como meta ajudar as mulheres que vivem isoladas da sociedade.

As aulas de inglês serão dadas em casas, escolas e centros comunitários, e as despesas de transporte para chegar a estes lugares e o cuidado com as crianças durante a ausência das mães serão custeados pelo governo.

Cameron insistiu que todos os serviços públicos, incluídas as escolas e centros de emprego, precisam agir para combater os preconceitos e facilitar a integração.

"Neste país, as mulheres e as meninas são livres para escolher como querem viver, como se vestir e a quem amar. São nossos valores que fazem com que este país seja como é".

Este plano faz parte das medidas do governo para combater o extremismo, devido ao aumento de jovens muçulmanos que viajam para se unir às fileiras do grupo terrorista Estado Islâmico (EI).

Um caso que chamou a atenção das autoridades foi o de três adolescentes que, em fevereiro do ano passado, deixaram suas casas na Inglaterra para viajar à Síria escondidas de suas famílias.

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