Atentados suicidas constituem nova ameaça para o Fórum de Davos

Davos (Suíça), 19 jan (EFE).- Os atentados suicidas constituem uma nova ameaça para o Fórum Econômico Mundial, que começa amanhã em Davos, cidade dos Alpes suíços à qual centenas de participantes foram chegando ao longo desta terça-feira.

As forças policiais e do exército, que resguardam esta reunião de maneira coordenada, levaram em conta essa ameaça, disse à imprensa o comandante da polícia do cantão suíço dos Grisões (ao qual pertence Davos), e responsável pela operação, Walter Schlegel.

A presença de agentes de segurança e os controles em Davos aumentaram há alguns dias, assim como as atividades relacionadas com informação de inteligência para detectar qualquer risco terrorista, principalmente após os atentados de Paris do último dia 13 de novembro, nos quais morreram 130 pessoas e que foram assumidos pelo grupo jihadista Estado Islâmico (EI).

O parlamento suíço autorizou o desdobramento de 5.000 soldados para reforçar à polícia e, salvo contratempos, sua missão principal será garantir a segurança do espaço aéreo, que está restringido em um raio de 46 quilômetros.

Outro desafio maior durante o Fórum Econômico Mundial tem a ver com o grande número de personalidades que devem ser protegidas, tanto chefes de Estado, de governo ou membros de famílias reais, que totalizam uma centena.

Schlegel explicou que todos os policiais que participam desta operação tiveram uma formação especial de luta contra o terrorismo e que foram recebidos reforços devidamente treinados de todo o país, mas não quis detalhar o número exato de policiais envolvidos.

No entanto, afirmou que seu número não é muito diferente ao de anos anteriores, já que a ameaça terrorista é levada em consideração desde os atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos.

"Nossa missão segue os padrões dos congressos internacionais", ressaltou Schlegel.

Por sua parte, o exército tem a responsabilidade do transporte de dignatários, uma grande parte dos quais aterrissam em aviões privados na região de Zurique antes de serem transferidos por via terrestre a Davos.

Todos os serviços de inteligência da Suíça estão focados nesta reunião anual e contam com o apoio das agências mais importantes do mundo e de países vizinhos, como França e Alemanha, revelou Schlegel.

Uma preocupação a menos em termos de segurança é que este ano não foi convocada nenhuma manifestação de grupos contrários ao Fórum, como já ocorreu no ano passado.

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