Donut de ouro: a mais nova excentricidade da culinária nova-iorquina

Emili Sierra.

Nova York, 19 jan (EFE).- Primeiro veio a febre dos cupcakes, depois uma mistura entre croissant e donut batizada de "cronut", e agora a última moda gastronômica dos Estados Unidos é uma rosquinha banhada em ouro e champanhe pelo módico preço de US$ 100 (aproximadamente, R$ 400) a unidade.

Quando o chef Bjorn De La Cruz, do restaurante Manila Social Club, no Brooklyn, acrescentou a sua carta de sobremesas esta exclusiva joia comestível sabia que a invenção causaria frisson.

"As pessoas dizem que isto é apenas um truque publicitário. Eu me pergunto: será que os que criticam nunca quiseram presentear alguém com algo especial?", defendeu o chef filipino, de 32 anos, em uma entrevista à revista "Forbes".

Após ficar famoso depois de uma matéria no jornal "The New York Times" no final de 2015, ele apresentou seu reluzente doce ao blog especializado "First We Feast". Desde então, é uma das sensações da internet e recebeu de reprovações a aplausos daqueles que tiveram a oportunidade de provar a iguaria.

O crítico gastronômico da "New York Magazine", Adam Platt, não demorou em admitir que o donut é "surpreendentemente delicioso", embora tenha afirmado que não pagaria os US$ 100 que custa a rosquinha com champanhe repleta de um cremoso recheio.

"Reconheço que é um manjar interessante, mas não mandaria ninguém correndo para comprar um deles", escreveu Platt em sua resenha.

O exótico docinho é vendido somente às sextas-feiras, e pode ser comprado diretamente na loja física ou pedido em casa.

"Um ricaço do Texas nos pediu que enviássemos 24, mas tivemos que recusar. O donut não podia viajar de de avião", explicou, em tom bem-humorado, Bjorn De La Cruz.

Mesmo assim, o chef contou que todas as semanas os pedidos da guloseima se esgotam. É que, além de ser vendido por unidade, o donut foi alvo de tanta publicidade midiática que entre a comunidade endinheirada e fanática por doce já tem quem peça por dúzias.

A vantagem de pedir assim é que, além de um pequeno desconto no preço final, o doce vai embalado em um papel especial.

Especializada em ditar moda, a gastronomia da 'Big Apple' também se destacou recentemente por outro tipo de aposta curiosa, a wastED, um coletivo de chefs comprometidos com a ideia de reduzir o esbanjamento da rede hotelaria.

Assim, pratos de alta culinária são feitos à base de produtos ignorados ou desperdiçados por outros restaurantes. Ou seja, as sobras.

O grupo estimou já ter produzido dez mil pratos utilizando centenas de ingredientes "feios" e que outros restaurantes descartariam, mas que sempre tem um "aspecto delicioso".

O que está claro é que sejam os donuts cobertos de ouro e champanhe ou qualquer outro prato inovador, como lembrou o chef filipino: "todos comemos com os olhos".

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