Paraguai pede ao Brasil extradição de acusado de matar jornalistas no país

Assunção, 19 jan (EFE).- A Promotoria do Paraguai apresentou nesta terça-feira um pedido para extradição ao país de Flávio Acosta, acusado de ter matado o jornalista Pablo Medina e sua assistente, Antonia Almada, e preso no Brasil no início de janeiro.

Acosta foi detido na cidade de Pato Branco, no Paraná, por envolvimento em um caso de violência doméstica. A Promotoria do Paraguai afirmou então que tentaria pedir a extradição, já que o acusado teria entrado no Brasil de forma ilegal.

A Promotoria resolveu hoje iniciar o processo de extradição de Acosta, acusado de homicídio doloso no Paraguai, além de contar com uma ordem de captura em nível nacional e internacional.

A agente da Unidade Especializada Antissequestro, Sandra Quiñónez, e o promotor Lorenzo Lezcano apresentaram o pedido de extradição no Tribunal de Curuguaty, no leste do Paraguai, distrito onde ocorreu o assassinato de Medina e Almada. A solicitação será enviada à Corte Suprema de Justiça do país, que a repassará ao Ministério das Relações Exteriores, chegando ao governo brasileiro na sequência.

O Supremo Tribunal Federal (STF) que decidirá sobre a extradição de Acosta, assim que tiver recebido toda a documentação necessária sobre o caso, indicou a Promotoria do Paraguai em comunicado.

Trata-se de um processo similar ao seguido pelas autoridades no pedido de extradição de Vilmar Acosta, tio de Flávio, considerado como autor intelectual do assassinato dos jornalistas paraguaios.

Vilmar, que na época do duplo homicídio era prefeito de Yepjhu, cidade na fronteira entre os dois países, pelo Partido Colorado, o mesmo do presidente do país, Horacio Cartes, fugiu após o crime. Porém, em março de 2015, foi preso no Brasil e enviado de volta ao Paraguai em novembro.

Em outubro de 2014, Pablo Medina e Antonia Almada foram mortos durante uma viagem de automóvel no departamento de Canindeyú. Correspondente do jornal "ABC Color" em Canindeyú, Medina era muito conhecido por suas matérias investigativas sobre as relações entre o narcotráfico e alguns políticos do departamento, um dos maiores produtores de maconha do Paraguai.

As autoridades paraguaias seguem procurando por Wilson Acosta, irmão de Vilmar, e único suspeito que continua foragido.

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