Coalizão internacional constata retrocesso do EI, mas pede mais ações

Paris, 20 jan (EFE).- Os ministros da Defesa de Estados Unidos, França, Reino Unido, Austrália, Itália e Alemanha constataram nesta quarta-feira que sua ação contra o Estado Islâmico (EI) na Síria e no Iraque fez o grupo terrorista retroceder, mas pediram mais ações para "aumentar o esforço com uma estratégia militar coerente".

Para intensificar a luta contra esse grupo, os ministros da Defesa dos 26 países que formam a coalizão, mais o Iraque, se reunirão em três semanas em Bruxelas para aumentar as contribuições à luta contra o EI, segundo antecipou o secretário de Defesa dos EUA, Ashton Carter.

"Todos terão algo que apresentar em função de suas possibilidades para acelerar a derrota permanente do EI", declarou Carter, que não informou a data exata da cúpula.

Carter, que louvou a coordenação entre os membros da coalizão, afirmou que no encontro de Bruxelas "todos terão que reforçar suas contribuições dentro das possibilidades de cada um".

"Cada país tem que apresentar algo que os Estados Unidos ou França não tenham. Além disso, será uma boa ocasião para harmonizar os interesses de cada país e a estratégia contra o EI", destacou.

Carter falou junto com o ministro de Defesa francês, Jean-Yves Le Drian, que indicou que "os bombardeios estão dando seus frutos e nas últimas semanas o EI retrocedeu".

"Mas eles se mantêm e por isso temos que melhorar a ação e continuar combatendo", afirmou o ministro francês, ressaltando que a ação da coalizão se concentra nos centros de comando e coordenação de Raqqa e Mossul.

Os dois ministros concordaram em pedir à Rússia que deixe de bombardear posições da oposição moderada síria, que o secretário de Defesa americano considerou parte da estratégia da coalizão para vencer os terroristas.

Neste sentido, o ministro da Defesa do Reino Unido, Michel Fallon, declarou na introdução da cúpula que "os bombardeios russos cada vez incomodam mais" e lhes acusou de ter provocado a morte de centenas de civis, já que utilizam bombas não guiadas.

Carter e Le Drian também concordaram em assinalar a importância de que a derrota militar do EI venha acompanhada de uma "supressão" de suas ideias, para o que consideraram fundamental participar da transição.

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