E-mails de Hillary Clinton continham informação ultra secreta, diz imprensa

Washington, 19 jan (EFE).- Os e-mails da conta particular da pré-candidata do Partido Democrata à presidência dos Estados Unidos, Hillary Clinton, durante seu período como secretária de Estado, continham informação classificada em uma categoria superior a de "Top Secret", segundo um documento obtido nesta terça-feira pelas emissoras de televisão "NBC" e FOX.

Em carta dirigida aos congressistas e à qual as duas emissoras tiveram acesso, o serviço de Inteligência americano indica que alguns dos e-mails de Hillary continham informação classificada como "Top Secret/Programa de Acesso Especial", um degrau acima de "Top Secret".

Trata-se de um dos níveis mais altos de proteção de informação nos EUA e, apesar de a carta indicar que essas correspondências se encontravam no servidor pessoal da ex-secretária de Estado, não especifica se as mesmas foram enviadas ou recebidas por ela.

Até o momento, o máximo grau que se conhecia quanto à sensibilidade da informação contida nos e-mails era "Top Secret", por isso essa revelação poderia dificultar ainda mais as coisas para a pré-candidata presidencial, que parte como favorita entre os democratas.

Na carta enviada aos legisladores, o inspetor geral de Inteligência dos EUA, Charles McCullough, garantiu que "vários e-mails" continham informação classificada nas categorias "confidencial, secreto e 'Top Secret'/Programa de Acesso Especial".

No ano passado, Hillary se envolveu em uma polêmica quando se preparava para lançar sua corrida presidencial, após a revelação de que ela tinha utilizado sua conta de e-mail particular para assuntos de interesse nacional quando era secretária de Estado.

Diante dessa situação, a oposição republicana exigiu que as comunicações que Hillary manteve de sua conta particular, e que poderiam afetar a segurança do país, fossem divulgadas.

Atendendo às reivindicações dos republicanos e da própria Hillary, que insistiu que os e-mails fossem divulgados para sanar qualquer tipo de dúvida, o Departamento de Estado vem publicando desde maio do ano passado os e-mails, que passam antes por uma revisão na qual os documentos com informação sensível são retirados. EFE

arc/rpr

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