Homens armados entram atirando em universidade no Paquistão

Islamabad, 20 jan (EFE).- Um grupo de homens armados invadiu nesta quarta-feira uma universidade no norte do Paquistão, e abriu fogo contra os presentes em um atentado que deixou pelo menos cinco pessoas feridas, entre eles quatro guardas de segurança, e, no qual, segundo um professor, uma pessoa teria morrido.

"Quatro terroristas entraram na universidade e abriram fogo. O enfrentamento ainda continua. As forças de segurança isolaram a área", declarou um oficial da polícia local, Mian Saeed.

O ataque começou por volta das 9h30 locais (2h30 de Brasília), na Universidade Bacha Khan, na cidade de Charsadda, que fica na conflituosa província de Khyber Pakhtunkhwa. .

Um porta-voz de um hospital de Charsadda, para onde foram levados os feridos, Muhammad Hussain, disse à Agência Efe que, até o momento, "cinco feridos" deram entrada no centro médico e que um deles se encontra "em estado crítico".

O vice-reitor da universidade, Fazal Raheem, explicou ao canal de televisão estatal "Pakistan TV" que quatro dos feridos eram guardas de segurança e que nenhum professor ou estudante do centro educativo, onde havia cerca de 3 mil pessoas no momento do ataque, tinha morrido ou ficado ferido.

No entanto, um dos professores disse para veículos de informação locais que um de seus colegas morreu baleado, o que não foi confirmado pela polícia.

"Havia mais de 600 convidados para uma conversa poética. O professor do Departamento de Química Hamid foi assassinado diante de mim. Os terroristas entraram na sala em que estávamos. Corri para o banheiro. Eles o mataram e eu sobrevivi", relatou ao canal estatal o docente, que não foi identificado.

Charsadda fica a cerca de 40 quilômetros da capital provincial, Peshawar, onde o principal grupo talibã paquistanês, o TTP, efetuou um ataque contra uma escola em dezembro de 2014, deixando 151 mortos, entre eles 125 crianças.

A província é limítrofe à região de Khyber, onde o exército paquistanês iniciou uma ofensiva contra os insurgentes em outubro de 2014, que se somou a outra lançada em junho daquele ano na área tribal do Waziristão do Norte.

Os talibãs disseram na época que o ataque contra a escola foi uma vingança pelas operações do exército, nas quais pelo menos 3.500 insurgentes e 488 membros das forças de segurança paquistanesas morreram, segundo dados oficiais.

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