Obama aumenta poderes de seus militares para atacar jihadistas no Afeganistão

Washington, 20 jan (EFE).- A Casa Branca dotou de novos poderes seus militares no Afeganistão para que intensifiquem os ataques contra os jihadistas do Estado Islâmico (EI) nesse país, segundo afirmaram funcionários americanos ao jornal "Washington Post".

As novas normas foram aprovadas na semana passada pela administração do presidente Barack Obama e permitem aos comandantes da missão no Afeganistão lançar ataques aéreos contra suspeitos de pertencer ao EI do mesmo modo que se opera com a Al Qaeda.

No final de 2014, os Estados Unidos puseram fim a sua missão de combate no Afeganistão e a substituíram por uma de assistência, treinamento e contraterrorismo que está vendo seus limites serem ampliados pelo ressurgimento dos talibãs e a aparição dos jihadistas do EI no país centro-asiático.

Até o momento, as forças americanas no Afeganistão só podiam realizar ataques aéreos em três situações: proteção de forças da coalizão internacional, ajuda às tropas afegãs ou para acabar com comandantes da Al Qaeda.

Os Estados Unidos atacaram no passado membros do EI no Afeganistão, mas sob o preceito de que estavam preparando ataques ou tinham intenções hostis, não por simples afiliação.

Um porta-voz da missão americana no Afeganistão disse ontem em entrevista coletiva que o Estado Islâmico está emergindo no país, mas não tem a capacidade de realizar ataques ou ocupar terrenos como fez na Síria, Iraque e, inclusive, na Líbia.

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