ONU e mais de 100 organizações exigem alívio imediato do sofrimento na Síria

Nações Unidas, 20 jan (EFE).- A ONU e mais de cem organizações humanitárias fizeram um pedido conjunto nesta quarta-feira para exigir medidas imediatas para aliviar a situação da população afetada pela guerra civil na Síria.

"Aqueles com capacidade para deter o sofrimento podem e devem atuar o texto", assinado por órgãos como a Unicef e o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur).

Entre as medidas que exigidas está um acesso sem impedimentos que permita às organizações humanitárias o fornecimento de ajuda a toda a população, tréguas para facilitar a entrega de alimentos e outros produtos básicos, além da volta das crianças às escolas.

As entidades também pedem o fim dos ataques contra infraestruturas civis e a suspensão dos cercos a algumas cidades, algo que a ONU tem reiterado nas últimas semanas.

"Essas são ações práticas. Não há razão para que não possam ser implementadas se há vontade para fazê-las", afirmou o texto.

Todas as iniciativas, segundo as organizações que assinaram o documento, devem ser implantadas enquanto os países procuram uma solução diplomática para o conflito armado, que já provocou mais de 250 mil mortes desde seu início em 2011.

"Há três anos, os líderes das agências humanitárias da ONU fizeram um pedido urgente aos que podiam encerrar a guerra na Síria. Pediram todos os esforços para salvar os sírios. Isso foi há três anos. Hoje, a guerra chega perto de seu sexto brutal ano. O massacre continua. O sofrimento se agrava", completou o texto.

A ONU pede apoio ao documento nas redes sociais, em uma tentativa de intensificar a pressão sobre as partes. "Mais do que nunca, o mundo precisa ouvir uma voz pública coletiva que peça o fim desta vergonha, porque o conflito e suas consequências afetam a todos", destacaram as organizações signatárias.

Mais de 13,5 milhões de pessoas precisam de ajuda humanitária na Síria e outras 4,6 milhões fugiram do país em busca de refúgio. Além disso, há uma geração de crianças privadas da educação e "traumatizadas pelos horrores que vivenciaram".

"Em nome de nossa humanidade, por milhões de inocentes que já sofreram tanto e pelos milhões cujas vidas e o futuro ainda estão em jogo, pedimos que uma atuação imediata", concluiu a nota.

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