Restaurante romano causa polêmica ao não aceitar menores de 5 anos

Roma, 20 jan (EFE).- A iniciativa de um restaurante de Roma de declarar que "não é bem-vinda a presença de crianças menores de cinco anos", para evitar que o interior do estabelecimento se transforme em "um campo de batalha", provocou polêmica nesta quarta-feira na Itália.

Farto do mau comportamento de algumas crianças e após viver episódios desagradáveis com elas, o proprietário, Marco Magliozzi optou por lançar uma mensagem aos pais que quiserem ir com seus filhos pequenos ao restaurante.

"Não proíbo a entrada propriamente, só digo que não é bem-vinda a presença de crianças menores de cinco anos, a menos que venham com pais que os controlem. Qual é o problema?", disse Magliozzi, gerente do restaurante "A Fraschetta do Pesce", especializado em peixes na capital italiana, à Agência Efe.

Sua mensagem, no entanto, provocou um grande rebuliço e também chegou até as redes sociais, após alguns clientes e curiosos que passavam em frente ao restaurante publicarem fotos do aviso.

Na porta de entrada há um cartaz com uma frase que não deixa espaço para a imaginação: "Devido a episódios desagradáveis causados por má educação, neste local não é bem-vinda a presença de crianças menores de cinco anos".

"Vão ao banheiro, jogam papel no chão, misturam o sal e o azeite com a água, correm pelos corredores, derrubam os garçons. Não se pode trabalhar assim", declarou indignado, para destacar que, "depois falamos com os pais e eles respondem com maus modos".

Além do chamativo cartaz, o anúncio está acompanhado e ilustrado com desenhos de carrinhos de bebês com sinal de proibido e, até hoje, também incluía o rosto de uma criança visivelmente fazendo manha.

A nova política do restaurante provocou inclusive a visita da polícia italiana para pedir explicações ao proprietário, a quem todos chamam de "O Comandante".

"Prometi à polícia que tiraria este adesivo da criança gritando e a promessa foi cumprida", disse.

O proprietário explicou que não proíbe a entrada de crianças, mas explicitamente de famílias com carrinhos de bebê, medida que atribuiu à falta de espaço.

"Decidi proibir os carrinhos por uma razão simples: não há espaço para todos. Ou entram eles ou entro eu", afirmou.

"Felizmente, a lei italiana não me diz nada sobre proibir a entrada de carrinhos. E sobre as crianças, só digo que não são bem-vindos", concluiu.

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