Cameron considera conclusões do caso Litvinenko alarmantes

Londres, 21 jan (EFE).- O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, irá avaliar quais "medidas adicionais" tomar após saber nesta quinta-feira das "alarmantes" conclusões do caso de Litvinenko, que indicam que o presidente russo Vladimir Putin "provavelmente" aprovou a morte do ex-espião.

Cameron levará as conclusões da investigação pública, presidida pelo juiz Robert Owen, "muito seriamente" e as considerou "extremamente alarmantes", afirmou uma porta-voz de Cameron.

"A conclusão de que o assassinato foi autorizado pelo mais alto nível do Estado russo é extremamente perturbadora", disse a fonte.

"Não é maneira de se comportar para nenhum Estado, e muito menos para um membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas", acrescentou.

A porta-voz afirmou que as conclusões da investigação "confirmam o que este e outros governos já sabiam", e indicou que as medidas tomadas em 2007, como restrições diplomáticas, "continuarão de pé".

"À luz das descobertas da investigação, estamos avaliando quais medidas adicionais tomar", afirmou a porta-voz de Cameron.

O juiz Owen concluiu hoje que o presidente Putin "provavelmente" aprovou o assassinato de Litvinenko, que morreu envenenado por Polônio 210 em 23 de novembro de 2006 após tomar chá em um hotel londrino com seus ex-colegas de espionagem Andrei Lugovoi e Dmitry Kovtun.

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