China afirma ter chegado a acordo com Djibuti para construir centro militar

Pequim, 21 jan (EFE).- O governo da China afirmou nesta quinta-feira ter chegado a um acordo com o de Djibuti para a construção de um centro logístico militar nesse país africano, o primeiro desse tipo que a potência asiática terá fora de suas fronteiras.

"A China esteve negociando para construir as instalações e fechamos um acordo a esse respeito", disse em entrevista coletiva o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Hong Lei.

Hong ressaltou que o centro servirá para proporcionar "melhor rotação e fornecimento" às missões antipirataria das quais a China participa desde o final de 2008 na região, nas quais enviou mais de 60 embarcações em 21 missões das Nações Unidas ao Golfo de Áden e à costa da Somália.

O porta-voz afirmou que o centro contribuirá para "assegurar que os soldados chineses possam cumprir melhor com suas obrigações", e que o presidente da China, Xi Jinping, falou disto com seu colega do Djibuti, Ismail Omar Guelleh, durante o Fórum de Cooperação África-China em Johanesburgo (África do Sul) no começo de dezembro do ano passado.

"Nos últimos anos, China e Djibuti cooperaram em várias áreas", disse Hong, depois que ontem ambos os países acertaram na nação africana criar uma região de comércio e estabelecer um marco legal para permitir aos bancos chineses operar no país, segundo um comunicado oficial da presidência de Djibuti.

Pequim confirmou no final de novembro estar negociando abrir um "centro logístico" militar em Djibuti, meses depois de o presidente, Ismail Omar Guelleh, ter antecipado em maio, em uma entrevista a um meio estrangeiro, que as conversas estavam em curso, nas quais sugeria que se tratava de uma base militar.

A base da China, que o país prefere definir como "centro" ou "instalação", se somará às que têm vários países ocidentais, entre eles EUA, no Djibuti, um ponto estratégico ao ficar entre o golfo de Áden e o Mar Vermelho, em um dos principais circuitos comerciais e de abastecimento de energia do mundo.

Sua construção é uma nova mostra da presença cada vez mais firme da China no continente africano, com o qual quer aumentar a cooperação antiterrorista, e uma prova da atenção de Pequim a um maior intervencionismo militar após décadas de prudência.

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