Legislativo de Miami (EUA) pede que Obama desista de abrir consulado cubano

Miami, 20 jan (EFE).- O Legislativo de Miami, nos Estados Unidos, pediu nesta quarta-feira ao presidente Barack Obama que "se abstenha" da abertura de um consulado geral de Cuba no condado, agora que ambos os países reataram suas relações diplomáticas.

Os membros da comissão aprovaram uma resolução em rejeição à eventual abertura da sede diplomática, ao considerar que a mesma poderia "avivar paixões e criar riscos de segurança" em um condado que conta "com a maior presença" da comunidade cubana fora da ilha.

A proposta, apresentada pelo comissário Esteban Bovo, afirma que a abertura do consulado seria inconveniente porque muitos dos cubanos no condado "fugiram da opressão e da injustiça do governo" de Cuba.

Bovo criticou a aproximação entre EUA e Cuba e questionou o fato de que os impostos pagos pelos imigrantes cubanos no condado de Miami-Dade possam acabar arcando com a "proteção de um consulado cubano que apoia a ditadura".

Além disso, a resolução sugere outras cidades alternativas como Tampa, na Flórida, e Nova Orleans, na Louisiana, e menciona uma pesquisa do jornal "Miami Herald", segundo a qual menos da metade dos cubanos que vivem na Flórida são favoráveis a sua abertura.

O prefeito de Miami, Tomás Regalado, também rejeitou essa possibilidade várias vezes ao alegar "razões morais" e de segurança.

Estados Unidos e Cuba restabeleceram relações diplomáticas no dia 20 de julho de 2014, com a reabertura de embaixadas em Havana e Washington após mais de meio século de inimizade.

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