Ofensiva do EI em Deir ez Zor já deixou quase 450 mortos

Em Beirute (Líbano)

Pelo menos 439 pessoas morreram nos últimos cinco dias durante a ofensiva do grupo terrorista Estado Islâmico (EI) na cidade síria de Deir ez Zor, informou o Observatório Sírio de Direitos Humanos nesta quinta-feira (21).

Desde o início do ataque dos jihadistas no último dia 16, pelo menos 200 seguidores do regime de Bashar al Assad morreram, 48 deles assassinados após serem capturados pelo EI.

A maioria fazia parte das Forças de Defesa Nacional, milícias pró-governo. A ONG destacou que há dezenas de soldados governamentais desaparecidos.

Os jihadistas, por sua vez, sofreram 110 baixas pelos bombardeios de aviões de guerra do regime e da Rússia e nos confrontos, embora 30 deles tenham morrido em atentados suicidas com carros-bomba e artefatos explosivos.

Além disso, 129 civis morreram desde sábado passado: 85 foram assassinados pelo EI em Al-Bughayliyah, perto de Deir ez Zor, por serem parentes de soldados do regime; outros 42, entre eles nove crianças, morreram pelos bombardeios russos contra a cidade; e uma mulher e seu filho morreram atingidos por foguetes do EI.

O Observatório lembrou que os jihadistas sequestraram no fim de semana passado 400 civis em Al-Bughayliyah e libertou 270 menores de 14 anos ou com mais de 55.

O governo de Damasco denunciou também o massacre e o sequestro de centenas de pessoas pelos jihadistas em Al-Bughayliyah, embora ativistas na área tenham questionado essas informações e qualificado de "falsa" a denúncia de rapto de 400 pessoas.

A ONG indicou que o EI se aproveitou das condições meteorológicas e da tempestade de areia que castigou essa região nos últimos dias para avançar.

Quase toda a província de Deir ez Zor está nas mãos dos extremistas desde julho de 2014, um mês depois da proclamação de um califado nas áreas sob controle do EI na Síria e no Iraque.

O regime mantém sob controle o aeroporto militar de Deir ez Zor, os bairros de Al Jura e Al Qusur, além do quartel da Brigada 137 do Exército, no oeste da cidade, região em que se calcula que haja entre 250 mil e 300 mil pessoas cercadas há mais de um ano pelos jihadistas.

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