Relatório sobre morte de Litvinenko é inaceitável, diz embaixador russo

Londres, 21 jan (EFE).- O embaixador da Rússia no Reino Unido, Alexander Yakovenko, qualificou nesta quinta-feira de "absolutamente inaceitável" a conclusão da investigação sobre a morte de Alexander Litvinenko, que aponta que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, "provavelmente" aprovou o assassinato do ex-espião.

Yakovenko fez esta declaração depois de se reunir hoje, durante menos de uma hora, com o secretário de Estado para a Europa, David Lidington, após ter sido convocado pela ministra de Interior, Theresa May.

"O tempo que esse caso levou para ser fechado caso nos faz pensar que se trata de um acobertamento da incompetência dos serviços especiais britânicos", disse o diplomata russo na saída do ministério de Relações Exteriores britânico.

Para Yakovenko, "a provocação repugnante das autoridades britânicas prejudica inevitavelmente nossas relações bilaterais".

Já o secretário de Estado para a Europa, David Lidington, ressaltou que "o provável envolvimento do Estado russo neste assassinato foi profundamente perturbador e demonstra um desprezo flagrante pela lei britânica, a legislação internacional e os padrões de conduta, além da segurança dos cidadãos britânicos".

Essa conclusão, advertiu o secretário de Estado em comunicado, "complicará ainda mais as relações bilaterais, prejudicarão a confiança e danificarão a reputação da Rússia em nível internacional".

Durante a reunião no Foreign Office, reiterou seu pedido à Rússia para que "coopere com a investigação criminal para assegurar que os suspeitos possam ser levados à justiça e enfrentem um julgamento no Reino Unido".

Lidington insistiu que é "inaceitável que a Rússia não tenha cumprido o pedido formal da procuradoria para extraditar (Andrei) Lugovoi", principal suspeito do assassinato de Litvinenko.

"A exigência imediata" do Reino Unido à Rússia é que "dê respostas às perguntas levantadas neste relatório, que se responsabilize pelas ações dos serviços de inteligência russos neste caso e dê garantias de que não se repetirá um crime semelhante", concluiu.

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