Rússia diz que investigação britânica sobre Litvinenko está politizada

Moscou, 21 jan (EFE).- O Ministério de Relações Exteriores da Rússia afirmou nesta quinta-feira que considera a investigação britânica sobre o assassinato do ex-expião Alexander Litvinenko, que concluiu que "provavelmente" a morte foi aprovada pelo presidente Vladimir Putin, está "politizada".

"Claro, precisamos de tempo para estudar o conteúdo desse documento e depois daremos nossa avaliação", disse a porta-voz do ministério, Maria Zakharova, que acrescentou que Moscou em todo caso não esperava uma investigação "imparcial".

A diplomata, em um comentário divulgado no site da chancelaria, lamentou que "uma investigação puramente penal tenha sido politizada e obscurecesse o ambiente geral das relações bilaterais" entre Rússia e Reino Unido.

"A decisão de concluir a investigação legal para iniciar outra pública tinha uma conotação claramente politizada. A razão está clara. O processo não era transparente nem para a parte russa nem para a opinião pública, levando em conta que a audiência do sumário foi fechada com o pretexto de ser secredo" de Estado, denunciou.

Nestas circunstâncias, acrescentou, "não era de se esperar que o relatório final de uma investigação parcial e extremamente opaca, ajustada a conclusões determinadas de antemão, resultasse de repente objetiva e imparcial".

Litvinenko, que pediu asilo político ao chegar em Londres em novembro de 2000, obteve a nacionalidade britânica e trabalhou para o serviço secreto MI6.

A investigação pública britânica sobre o caso do ex-agente, envenenado com polônio 210 em novembro de 2006, concluiu que o presidente russo, Vladimir Putin, "provavelmente" aprovou o assassinato de Litvinenko.

O juiz Robert Owen afirmou no relatório divulgado hoje que os ex-agentes russos Andrei Lugovoi e Dmitry Kovtun, com quem Litvinenko tomou uma xícara de chá no dia em que foi envenenado, o mataram provavelmente sob ordem dos serviços secretos russos.

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