Alabama (EUA) executa preso que cometeu estupro e assassinato em 1992

Austin (EUA), 21 jan (EFE).- O estado do Alabama, nos Estados Unidos, procedeu nesta quinta-feira com sua primeira execução desde 2013, ao administrar uma injeção letal em Christopher Brooks, que foi condenado à morte por roubar, estuprar e assassinar uma mulher - Jo Deann Campbell - em 1992.

Brooks tinha 43 anos e foi declarado morto às 18h38 locais (22h38 de Brasília) na prisão Holman de Atmore, segundo notificou o Departamento de Correções do Alabama.

Brooks e Jo se conheceram em 1990, quando ambos trabalhavam como monitores em um acampamento de verão no estado de Nova York.

O crime, no entanto, ocorreu no dia 30 de dezembro de 1992, quando Brooks passou a noite na casa de Jo, em Homewood (Alabama), e ela não compareceu ao trabalho no dia seguinte.

A polícia encontrou Jo morta embaixo de sua cama, seminua e com várias escoriaçõese marcas no corpo.

Brooks foi detido dias depois em Columbus, no estado da Geórgia, após utilizar o cartão de crédito de Jo para comprar cerveja e outros produtos. Além disso, o assassino também estava com a chave do veículo da vítima.

No local do crime, os investigadores encontraram impressões digitais que correspondiam a Brooks, além de traços de seu sêmen.

Para impedir a execução, os advogados do preso tinham apresentado dois recursos na Suprema Corte dos Estados Unidos argumentando que as injeções letais do Alabama não são legais e que a pena de morte nesse estado é muito parecida com a aplicada na Flórida, que foi decretada como inconstitucional há alguns dias, mas ambos foram rechaçados.

A injeção letal de Brooks foi a primeira utilizada pelo Alabama com a substância midazolam, um polêmico sedativo que apresentou falhas em três ocasiões em 2014, mas cujo uso foi autorizado pelo Supremo há alguns meses.

Assim, Brooks se transformou no terceiro preso executado este ano nos Estados Unidos e no de número 1.425 desde que a Corte Suprema reinstaurou a pena de morte no país.

Na próxima quarta-feira, está previsto que o Texas proceda com a execução do réu James Freeman, que foi condenado à morte pelo assassinato em 2007 de um guarda-parque no condado de Wharton, situado ao sudoeste de Houston.

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