Oposição venezuelana não aprovará decreto de emergência econômica

Caracas, 22 jan (EFE).- A bancada opositora da Assembleia Nacional da Venezuela (AN, Parlamento), que domina o poder Legislativo, não aprovará o decreto de emergência econômica emitido pelo governo para enfrentar a crise, anunciou nesta sexta-feira o presidente da comissão encarregada de avaliá-lo, o opositor José Guerra.

O plenário do Parlamento venezuelano deve debater hoje a partir das 12h (horário local, 14h30 de Brasília) a convalidação do decreto de emergência econômica aprovado pelo Executivo na sexta-feira passada.

"Não daremos um cheque em branco ao presidente Nicolás Maduro", destacou o responsável pela comissão encarregada de avaliá-lo, à qual ontem rejeitou comparecer os altos funcionários do setor econômico do governo.

Guerra afirmou que apesar de não aprovar o decreto, a maioria opositora do Parlamento "abre uma porta para a negociação" com o Executivo, "para o acordo e para o "diálogo", para se entender "sobre um conjunto de medidas" que acreditam que sejam "fundamentais para sair da crise".

O deputado explicou que não se pode aprovar a medida "porque nas considerações do decreto há um erro no diagnóstico da crise, por um lado. E por outro, quanto aos poderes que o governo pede, todos que ele pede já estão nas leis habilitantes dos anos 2014 e 2015 que foram aprovadas para o presidente Maduro".

O decreto dá ao Executivo poderes que lhe permitem, entre outras questões, dispor de recursos sem controladoria do Parlamento, assim como de bens e mercadorias de empresas privadas para garantir o abastecimento, além de restringir o sistema monetário e o acesso à moeda local e estrangeira.

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