Refugiados palestinos protestam em Beirute contra redução de ajuda da ONU

Beirute, 22 jan (EFE).- Centenas de palestinos se manifestaram nesta sexta-feira diante da sede principal da Agência da ONU para os Refugiados Palestinos (UNRWA) e bloquearam um dos acessos a Beirute, em protesto pelo diminuição das ajudas que recebem.

A imprensa local informou que a circulação teve que ser desviada em direção aos bairros do sul da capital libanesa, depois de os refugiados palestinos bloquearem uma estrada de uma das entradas da cidade.

"As manifestações continuarão até que o diretor-geral (da UNRWA no Líbano), Mathias Chemali, anular sua decisão", afirmaram os manifestantes em comunicado, fazendo referência ao corte das ajudas da agência das Nações Unidas à missão.

Na nota, eles atribuíram esta decisão a "motivos políticos" e afirmaram que "atenta contra a causa palestina, a vida social e econômica dos refugiados palestinos" e procura "impedir o retorno o sua terra".

A emissora local "A Voz do Líbano" informou que os refugiados chegaram a Beirute em 50 caminhonetes desde a cidade de Sidon, no sul do país, onde fica o acampamento de Ein el-Hilweh, o maior do Líbano.

Há semanas os refugiados palestinos no Líbano protestam contra a redução das ajudas, e provocaram o fechamento temporário das sedes da UNRWA várias vezes.

A encarregada do escritório de informação dessa agência, Zizette Darkazzali, disse à Agência Efe que há "certa confusão entre os palestinos depois da divulgação de informações falsas de que a UNRWA reduziria os serviços de hospitalização para jogar com a emoção das pessoas" e que os refugiados "não compreenderam os novos reajustes".

Segundo a imprensa libanesa, os palestinos devem pagar 5% de suas despesas de saúde nos hospitais administrados pela Sociedade Palestina da Média Luna e 15% nos hospitais públicos libaneses a partir de 2016. Eles antes recebiam cobertura total sem contrapartida.

A UNRWA enfrenta graves problemas financeiros, e em agosto adiou a abertura de seus 700 colégios, entre eles 68 no Líbano, devido à falta de recursos para pagar os professores.

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