Atirador invade escola no norte do Canadá e mata 4 pessoas

(Atualiza com informação de entrevista coletiva policial na qual o número de mortos foi reduzido de cinco para quatro).

Toronto (Canadá), 22 jan (EFE).- A polícia do Canadá reduziu para quatro o número de mortos nesta sexta-feira em La Loche, uma pequena comunidade no norte do Canadá, depois que um indivíduo armado efetuou disparos em uma escola de ensino médio da cidade.

O primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, disse hoje em entrevista coletiva realizada na cidade suíça de Davos, onde se encontra para participar do Fórum Econômico Mundial, que cinco pessoas tinham morrido no incidente.

No entanto, pouco depois, a Polícia Montada do Canadá reduziu o número de mortos para quatro.

Maureen Levy, superintendente da Polícia Montada na província de Saskatchewan, onde fica La Loche, afirmou em entrevista coletiva que os agentes estão realizando trabalhos de investigação em dois lugares: a Escola Comunitária de La Loche e outro local nessa mesma cidade.

Maureen também confirmou que o suposto autor dos disparos foi detido pela polícia, como Trudeau havia informado anteriormente.

A polícia não revelou a identidade do autor dos disparos e das vítimas do incidente, mas o jornal "Star Phoenix" indicou que entre os mortos há dois familiares do suposto assassino e uma professora da escola.

O prefeito interino de La Loche, Kevin Janvier, pai da professora morta, declarou que o suposto assassino "disparou contra dois de seus irmãos em sua casa e se dirigiu ao colégio".

"Obviamente, este é o pior pesadelo de qualquer pai. Quando falei com os líderes da comunidade, eles me disseram que todos estão abalados", disse Trudeau em Davos.

O incidente aconteceu por volta das 17h de Brasília na Escola Comunitária de La Loche, uma comunidade de aproximadamente 2.700 habitantes, situada cerca de 3.500 quilômetros ao noroeste de Toronto e povoada em sua maioria por indígenas da etnia dene.

Um dos alunos da escola, Noel Desjarlais, disse à emissora pública de televisão do país, a "CBC", que estava no interior do centro educativo quando ouviu seis ou sete disparos.

"Houve muitos gritos. Seis ou sete disparos antes que eu saí. Acho que ocorreram mais disparos quando eu estava saindo", disse Desjarlais.

"Saí correndo e alertei as pessoas para que deixassem o local", acrescentou o jovem.

A imprensa local afirmou que o suposto autor dos disparos, que se encontra sob custódia policial, é um jovem da comunidade.

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