Polícia acusa jovem de 17 anos de ser autor de tiroteio em escola do Canadá

  • Joshua Mercredi/The Canadian Press via AP

    A Escola Comunitária de La Loche está situada um pequeno povoado de 2,7 mil habitantes

    A Escola Comunitária de La Loche está situada um pequeno povoado de 2,7 mil habitantes

As autoridades do Canadá acusaram neste sábado (23) um jovem de 17 anos de ser o autor do tiroteio ocorrido ontem em uma escola do norte do país, no qual morreram dois alunos e dois professores, e outras sete pessoas ficaram feridas.

Os irmãos Dayne e Drayden Fontaine, de 17 e 13 anos, respectivamente, e os professores Marie Janvier, de 21 anos, e Adam Wood, de 35, foram as vítimas do jovem, que invadiu armado a Escola Comunitária de La Loche, um pequeno povoado de 2,7 mil habitantes, que fica a 3.500 quilômetros ao noroeste de Toronto.

O jovem foi detido no interior da escola. Inicialmente, atirador foi identificado também como outro irmão Fontaine, mas a polícia se negou a confirmar a informação pelo atirador ser menor de idade.

O jornal "Star Phoenix" afirmou que, pouco antes de ir armado à escola, o jovem teria enviado mensagens ao celular de um amigo, na qual alertava que tinha matado duas pessoas e iria à instituição.

A comunidade de La Loche fica na província de Saskatchewan e é habitada, em grande parte, por indígenas da etnia dené.

Um estudo realizado no ano passado pelo "Star Phoenix" revelou que na área onde La Loche se encontra tem uma das maiores taxas de suicídio do país e indicou que na região esse índice é três vezes superior à média de Saskatchewan.

O avô dos dois irmãos mortos declarou à imprensa local que eles eram "seus melhores amigos".

Entre as vítimas fatais, só Adam Wood não era de origem indígena. O professor nasceu na província de Ontário. Sua família disse em comunicado que está "devastada" pela notícia do incidente.

"Adam acabava de começar sua carreira como professor em La Loche em setembro do ano passado e estava gostando", disse a família.

O prefeito interino de La Loche, Kevin Janvier, tio de Marie Janvier, a outra professora morta no ataque, disse hoje que "todas as pessoas da comunidade estão feridas pelo fato".

"Esses ferimentos emocionais e mentais demorarão anos para serem curados. Meu coração está partido", declarou.

O incidente aconteceu por volta das 17h de ontem em Brasília. Um dos alunos da escola, Noel Desjarlais, disse à emissora pública de televisão do país, a "CBC", que estava no interior do centro educativo quando ouviu seis ou sete disparos.

"Houve muitos gritos. Seis ou sete disparos antes que eu saí. Acho que ocorreram mais disparos quando eu estava saindo", disse Desjarlais.

"Saí correndo e alertei as pessoas para que deixassem o local", acrescentou o jovem.

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