Abstenção em eleição foi segunda mais alta da história de Portugal

Lisboa, 25 jan (EFE).- A abstenção nas eleições presidenciais de Portugal neste domingo caiu mais de dois pontos em comparação com a de 2011, e ficou em 51,1%.

De fato, o dado de participação foi o segundo pior registrado nas nove eleições presidenciais realizadas desde a volta da democracia ao país, em 1974, e só superado pela de cinco anos atrás, segundo os números divulgados pelas autoridades eleitorais portuguesas.

Votaram nesta eleições apenas 4,74 milhões dos mais de 9,7 milhões de eleitores portugueses.

Analistas apontaram o grande número de candidatos - dez nesta eleição, frente aos seis de 2011 - como um dos motivos que explicariam a ligeira melhora na participação.

No entanto, estes números supõem uma mudança notável em comparação com as eleições anteriores à Chefia de Estado, em que se percebia que a participação popular diminuía quando o presidente interino se candidatava à reeleição e subia quando era a primeira vez de todos.

Este ano o atual presidente, Aníbal Cavaco Silva, não podia concorrer por já estar cumprindo seu segundo mandato, limite máximo de uma reeleição, como estabelece a Constituição portuguesa.

Marcelo Rebelo de Sousa foi eleito o próximo presidente de Portugal com 52% dos votos, e tomará posse dia 9 de março.

O voto em branco caiu com força em comparação com a eleição de 2011, de 4,2% para 1,2% dos votos, assim como os nulos, que caíram pela metade e ficaram em 0,92%.

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