Israel liberta ativistas acusados de ligação com morte de palestino

Jerusalém, 25 jan (EFE).- As autoridades de Israel estabeleceram prisão domiciliar, por falta de provas, dois ativistas israelenses acusados de estarem vinculados com a morte de um palestino que vendeu suas terras a israelenses, enquanto um terceiro ativista palestino ainda permanece detido.

O tribunal de primeira instância de Jerusalém solicitou a polícia israelense a libertação de Ezra Nawi e Guy Butavia, colaboradores de Taayush - movimento que defende os direitos dos palestinos no sul de Hebron, na Cisjordânia, diante da falta de provas que sustentem as acusações, confirmou nesta segunda-feira à Agência Efe Anu Luski, advogada de Batavia.

Os detidos retornaram as suas casas na noite de domingo, e devem permanecer até na próxima quinta-feira, quando o juiz determinará se sua detenção deve ou não estender-se.

Ambos ativistas foram detidos e acusados de "ligar com um agente inimigo" e de "estarem envolvidos na morte de um cidadão árabe", entre outras acusações, depois de um programa da televisão israelense exibir a gravação de uma câmera escondida feita por membros da organização direitista Ad Kan que se infiltraram com os ativistas.

Nas imagens, Nawi afirma que denunciou às autoridades palestinas um palestino que tentou vender terra a israelenses - o que é proibido pela legislação palestina - e alega que ele teria sido torturado pela segurança palestina.

O palestino foi encontrado morto pouco depois do fato, mas a polícia não conseguiu compilar informação significativa e fundamental para sustentar o caso, disse o magistrado, o que torna impossível realizar uma investigação adequada ou estender a detenção.

Nasser Nawaya, trabalhador palestino para a ONG israelense de defesa dos direitos humanos B'Tselem, também aparece na câmera escondida e também foi detido.

Ele continua detido em Jerusalém embora sua advogada, Gabi Lasky, tenha confirmado à Efe que espera sua libertação nas próximas horas, depois da ordem emitida nas últimas horas por um tribunal miliar israelense também por falta de evidências, embora o Estado tenha 24 horas para recorrer.

A detenção dos três ativistas avivou as denúncias de "perseguição política" a grupos e pessoas israelenses que lutam contra a ocupação na Cisjordânia.

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