Soldados da Tunísia impedem a tiros entrada de jihadistas vindos da Argélia

Túnis, 25 jan (EFE).- Soldados da Guarda Nacional da Tunísia impediram a tiros na noite de domingos uma tentativa de invasão de jihadistas vindos da Argélia em uma região montanhosa do país, informaram nesta segunda-feira fontes oficiais.

Segundo o porta-voz da Guarda Nacional da Tunísia, Khalifa Chibeni, os soldados e os homens armados iniciaram um tiroteio que durou mais de 20 minutos perto do posto fronteiriço de Jinene Kharouf, na província de Gafsa, no sudoeste do país.

"Elementos terroristas procedentes da Argélia invadiram o território tunisiano por volta das 19h20 locais de ontem (16h20 em Brasília) e atacaram o posto, que fica a 300 metros da divisa. Tentaram também atacar de surpresa uma patrulha de reconhecimento que voltava ao posto. Eles abriram fogo e os agentes responderam imediatamente", disse Chibani.

O porta-voz não quis revelar nacionalidade dos supostos terroristas nem se houve vítimas no confronto. Ele se limitou a dizer que os jihadistas fugiram em direção à Argélia. "Realizamos uma missão e busca e reforçamos o posto", concluiu.

A região de Kasserine, vizinha à Argélia, é desde 2011 um reduto de grupos armados islâmicos simpatizantes do Estado Islâmico.

No ano passado, sua presença se estendeu às províncias vizinhas de Gafsa, Sidi Bouzid e Ben Guerdan, transformadas em local de trânsito dos jihadistas procedentes dos países do Sahel para se unirem à guerra na Líbia e de radicais tunisianos que retornaram após combater na Síria e no Iraque.

A Tunísia sofreu a pior onda de atentados de sua história no ano passado, com três ataques que provocaram a morte de 60 turistas e 12 membros da Guarda Presidencial.

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