Imperador japonês chega às Filipinas para visita oficial

Manila, 26 jan (EFE).- O imperador do Japão, Akihito, e sua esposa, a imperatriz Michiko, chegaram nesta terça-feira para a visita oficial às Filipinas em comemoração aos 60 anos do restabelecimento de relações diplomáticas e o fim da Segunda Guerra Mundial.

Akihito, que aterrissou no Aeroporto de Manila no avião imperial japonês às 14h50 (horário local, 4h50 em Brasília), foi recebido pelo presidente das Filipinas, Benigno Aquino, e ficará cinco dias no arquipélago, segundo a rede de TV local. Durante o dia, o casal deve se reunir com voluntários das agências de cooperação japonesas no país.

Esta visita, a primeira de um imperador japonês às Filipinas, também é a última parada da "viagem pela paz" que realizou Akihito, de 82 anos, por ocasião dos 70 anos do fim da Segunda Guerra Mundial (1945). Na agenda dos monarcas japoneses está prevista a visita a vários monumentos que lembram os milhares que morreram em território filipino durante a ocupação dos japoneses na Guerra.

O país esteve ocupado pelas forças militares japonesas de 1941 a 1945, quando os Estados Unidos liberaram o arquipélago asiático dos invasores japoneses com uma das batalhas mais sangrentas da disputa. No enfrentamento final, no qual os japoneses defendiam a capital filipina, mais de 100 mil pessoas morreram em menos de um mês.

Embora a Segunda Guerra seja um dos assuntos centrais da visita, o governo em Manila adiantou que não será abordada a polêmica questão das "mulheres de conforto", forçadas à escravidão sexual pelos militares japoneses durante o conflito, já que considera o assunto encerrado.

Esta decisão despertou a indignação de várias organizações de defesa dos direitos humanos e associações de mulheres das Filipinas, que afirmam que o Japão nunca pediu desculpas pelos crimes cometidos durante a Segunda Guerra. Estima-se que 200 mil foram obrigadas a se prostituir para o exército japonês, sendo que dessas apenas 55 estão vivas.

"As avós nunca ouviram um pedido oficial de desculpa nem receberam compensação do governo japonês. Talvez (o presidente das Filipinas) sofra de amnésia", disse em comunicado Rechilda Extremadura, diretora da Lila Pilipina.

O grupo acusa a Aquino de não querer tratar do assunto ao por recentes tratados de comércio e defesa assinados com o Japão, que, além disso, é um dos principais doadores a projetos de desenvolvimento nas Filipinas.

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