Lavrov afirma que aviação russa ajudou a mudar situação na Síria

Moscou, 26 jan (EFE).- O ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou nmesta terça-feira que as ações da aviação russa na Síria ajudaram a mudar a situação no país árabe e a reduzir o território controlado pelos terroristas.

"As ações das Forças Aeroespaciais da Rússia - a pedido do governo sírio - ajudaram realmente a mudar a situação nesse país e permitiram reduzir o espaço controlado pelos terroristas", disse Lavrov em entrevista coletiva.

Ele acrescentou que, como resultado desta ajuda russa, "se esclareceu bastante o panorama e se vê quem luta contra os terroristas, quem são seus cúmplices e quem os utiliza para fins egoístas".

Sobre as negociações entre as partes sírias em conflito, que começarão no próximo dia 29, como confirmou ontem o enviado especial das Nações Unidas, Staffan de Mistura, Lavrov disse que a Rússia apoia a participação do partido dos curdos sírios, o Partido Democrático do Curdistão.

"Nós achamos que sem este participante, as negociações não vão dar frutos. Os curdos representam 15% da população (da Síria) e ocupam um território chave", afirmou o ministro russo.

Lavrov disse que há dúvidas sobre se este partido será convidado para as negociações, devido a "uma parte" se nega a permitir que participem do diálogo interssírio, em alusão à Turquia, mas destacou que os curdos estão lutando contra o Estado Islâmico e contra o terrorismo na Síria.

No entanto, o chefe da diplomacia russa disse que não cabe a Moscou decidir quem participará e quem não, mas ao mediador, que deve enviar os convites aos participantes.

Lavrov também insistiu que "somente com meios militares é impossível vencer o terrorismo".

"É necessário conjugar as ações armadas com ações políticas para a regulação de conflitos, com medidas que impeçam que os terroristas empreguem as infraestruturas econômicas que captura, como o Estado Islâmico faz na Síria e no Iraque", ressaltou.

Lavrov reafirmou a necessidade de buscar formas de ajuda para a reabilitação econômica de países afetados pelo terrorismo depois de derrotá-los .

"E, claro, é importante resistir à ideologia extremista", finalizou.

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