Rohani diz que Irã é uma economia emergente, pronta para receber investimento

Roma, 26 jan (EFE).- O presidente do Irã, Hassan Rohani, defendeu nesta terça-feira em Roma que seu país "é uma economia emergente, preparada para receber investimento estrangeiro" e que representa uma oportunidade de negócio que não deve ser vista como um mercado único, mas como o acesso a outros mercados no Oriente Médio.

Rohani participou hoje de um fórum econômico na capital italiana, que teve a presença de empresários iranianos e italianos.

"O Irã é uma economia emergente, é neste momento o país mais seguro e estável da região do Oriente Médio. Estamos preparados para receber investidores estrangeiros em nosso país", sustentou Rohani.

O clérigo xiita também defendeu que não se pode olhar "o Irã como um mercado único, mas que deve ser visto como um país que está no centro de um mercado muito mais amplo".

"Muitos países da região (do Oriente Médio) se conectam através de portos do Irã. Do ponto de vista ferroviário, portuário e de estradas temos importantes vias de comunicação com países próximos", explicou Rohani.

O presidente iraniano também ressaltou a importância do investimento em seu país como forma de enfraquecer o terrorismo.

"Se queremos combater o extremismo no mundo e lutar contra o terrorismo, um dos caminhos é o desenvolvimento e a ocupação, porque a falta de desenvolvimento cria forças para o terrorismo, o desemprego cria soldados para os terroristas", acrescentou.

Neste sentido, o clérigo xiita afirmou que "se a comunidade internacional quer um mundo sem violência é preciso fomentar o desenvolvimento econômico e cultural" na região.

"Queremos dar prosperidade à população para que se gere um crescimento cultural dos povos. A cultura é o instrumento para fazer os jovens entenderem a beleza de um futuro de paz duradoura. Mas o desenvolvimento cultural vem pelas mãos do desenvolvimento econômico e do investimento", sustentou.

Rohani elegeu a Itália como primeira parada para a primeira viagem de um presidente iraniano à União Europeia (UE) em mais de uma década.

Rohani lembrou as "milenares relações" que uniram Irã e Itália, e sustentou que também seu país representa uma oportunidade de mercado para "o setor da pequena e média empresa italiana".

A viagem de Rohani a Itália, Vaticano e França tem um objetivo fundamentalmente econômico e serve para reivindicar o retorno do Irã à cena internacional.

Por isso, a mensagem de Rohani hoje esteve dirigido aos empresários italianos, mas também a toda a comunidade internacional.

"O acordo nuclear permitiu que se deem as condições para o investimento no país, e será conveniente para todos, uma vez que se demonstrou que as sanções não são eficazes, porque só supuseram perdas para o Irã e também para os países da União Europeia".

"Estamos imersos em uma nova fase e a cada dia que passa podemos recuperar esse crescimento que não se deu nestes anos. Queremos iniciar colaborações para exportar 30% dos produtos produzidos no Irã", apontou.

"Não é necessário explicar que um país, após ter sofrido sanções durante tantos anos, tem muitos aspectos a desenvolver, mas isto também é uma oportunidade de negócio para nossa economia e para a do país investidor", comentou.

Essa opinião foi compartilhada pelo presidente da Agência para a promoção exterior das empresas italianas, Riccardo Monti, que destacou que "Itália deve aproveitar a oportunidade que brinda um país com uma demografia em expansão, com um extraordinário potencial econômico e com a necessidade de relançar, entre outras, sua indústria aeronáutica".

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