China e EUA concordam em acelerar resolução na ONU sobre Coreia do Norte

Pequim, 27 jan (EFE).- Os Estados Unidos e a China se mostraram nesta quarta-feira de acordo em promover uma nova resolução no Conselho de Segurança da ONU sobre a Coreia do Norte, e os EUA não descartam que inclua novas sanções contra Pyongyang.

"Estamos de acordo sobre a importância de uma resolução forte do Conselho de Segurança", afirmou o secretário de Estado americano, John Kerry, em declarações conjuntas com o ministro de Relações Exteriores chinês, Wang Yi, após uma reunião.

Perguntado sobre o possível conteúdo dessa resolução, Kerry indicou que poderia incluir novas sanções econômicas, enquanto Wang destacou que "as sanções não são um fim em si mesmas".

"Nossa posição não será influenciada por eventos específicos ou pelo humor do momento", especificou Wang na coletiva, e acrescentou que "a nova resolução não deveria provocar novas tensões ou desestabilizar a península norte-coreana".

Kerry, por outro lado, sugeriu inclusive possíveis sanções em relação aos "bens e serviços que fluem entre China e Coreia do Norte", e citou os "movimentos de embarcações, aviões e intercâmbios de vários recursos, como o petróleo", entre os dois países.

"Não quero ser mais específico", indicou, alegando que estes são assuntos que serão discutidos, e que "é importante para nós sermos capazes de ter essas discussões".

"O que é importante é que escutei (da parte chinesa) seu compromisso de aprovar uma nova resolução", reiterou Kerry.

O ministro chinês, no entanto, se pronunciou com mais cautela e destacou que as sanções "não são o objetivo" e que a posição de Pequim, o principal apoio internacional da Coreia do Norte, é "transparente e, acima de tudo, firme e consistente".

"Nossa posição se resume em três compromissos: conseguir a desnuclearização (da península norte-coreana), preservar a paz e a estabilidade e resolver os assuntos através do diálogo e de consultas.

Todos esses compromissos estão unidos e não podem ir separadamente", afirmou.

Apesar do acordo quanto à necessidade de uma resolução sobre a Coreia do Norte depois de o país anunciar, no início de ano, seu primeiro teste com uma suposta bomba de hidrogênio, Kerry e Wang se mostraram hoje distantes em relação ao conteúdo dessa resolução.

Kerry, que chegou a Pequim após uma tour por Laos e Camboja, falou também com Wang sobre os conflitos no Mar da China Meridional e a situação em Taiwan após a vitória da oposição independentista na ilha. Ele mais tarde se reunirá com o presidente da China, Xi Jinping.

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