Porta-voz desertor do governo sírio recusa convite para negociação em Genebra

Beirute, 27 jan (EFE).- O opositor Jihad Maqdesi, que desertou como porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da Síria em 2012, disse nesta quarta-feira que foi convidado à conferência de paz de Genebra, programada para começar na sexta-feira, mas que não aceitou comparecer.

Em mensagem publicada em sua conta no Facebook, Maqdesi explicou ter recebido um convite para "se unir ao caminho das negociações em forma de consultas indiretas sobre o modo de acabar com o conflito e estabelecer as bases de uma regulação na Síria".

No entanto, o opositor independente se recusou a participar da primeira fase destas conversas, mas não descartou estar em outras posteriores, para "aliviar o estica e puxa" sobre a formação de uma delegação opositora.

Ele lembrou que o processo para constituir essa equipe da oposição esteve infestada de dificuldades entre as partes e países.

Até sua deserção, em dezembro de 2012, Maqdesi foi o principal interlocutor do regime sírio com a imprensa estrangeira e foi quem teve a maior exposição pública de todos os membros do governo desde o começo do conflito, em 2011.

O enviado especial da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, enviou ontem os convites aos participantes da nova rodada de conversas de paz, que deveria ter começado no último dia 25, mas que foi adiada pelas dúvidas sobre quem fará parte da delegação opositora.

Há uma semana, a Comissão Suprema para as Negociações da oposição síria anunciou em Riad a composição da delegação que viajaria para Genebra, integrada por 17 pessoas, presidida pelo general desertor Assad al Zubi e com o líder do rebelde Exército do Islã, Mohammed Alloush, como negociador-chefe.

O grupo de Alloush é considerado pelos governos da Rússia e da Síria uma organização terrorista.

Um dos 17 membros da delegação opositora, Khalaf Dahud, revelou ontem à Agência Efe que a Comissão Suprema para as Negociações tinha recebido o convite para participar da conferência, mas que ainda não decidiram se comparecerão ou não.

Quem por enquanto parece que não estará representado em Genebra é o Partido da União Democrática (PYD), cujo líder, Saleh Muslim, indicou na terça-feira à Efe que não tinha sido convidado, embora estivesse em contato com Mistura para avaliar sua possível participação.

A Turquia ameaçou boicotar o diálogo de paz sobre a Síria se o PYD participar, por considerá-lo uma organização terrorista.

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