Investidores chineses se interessam por plano de privatização cazaque

Astana, 28 jan (EFE).- O arrefecimento da economia chinesa e a desvalorização do iuane estão incentivando os investidores da segunda maior economia do mundo a investir no Cazaquistão, onde um "atrativo programa de privatização" está em pleno apogeu, disse nesta quinta-feira o embaixador de Pequim em Astana Zhang Hanhuey.

"As empresas chinesas estão mostrando grande interesse em investir no Cazaquistão. Uma grande quantidade de empresários chineses estão agora pedindo informação sobre o plano de privatização em grande escala do Cazaquistão", disse Zhang durante um encontro com economistas cazaques na embaixada da China em Astana.

No dia 6 de janeiro, o presidente cazaque Nursultan Nazarbayev anunciou o começo de uma série de privatizações, reformas tributárias, jurídicas e sociais, além de incentivos, como parte da tentativa da nação centro-asiática com problemas de liquidez para atrair investimentos e entrar até meados deste século na lista das 30 nações mais desenvolvidas do mundo.

"Os empresários chineses estão interessados nos ativos que vão ser privatizados; têm que estudar esses projetos, as leis e as políticas do Cazaquistão. Isto leva seu tempo, mas a atividade e o interesse são crescentes. O Cazaquistão propiciou condições muito boas para os investimentos estrangeiros", disse Zhang.

Desde que ambos os países assinaram em março passado uma série de acordos de cooperação econômica, foram criados no Cazaquistão 52 operações 'joint venture' entre as duas nações no valor de US$ 24 bilhões, segundo disse o embaixador Zhang.

"O número de projetos conjuntos está crescendo e as áreas de cooperação entre ambos os países estão se expandindo. Entre as áreas mais promissoras estão as de infraestruturas, refino de petróleo, fabricação de cimento, de vidro e elaboração de alimentos", disse Zhang.

Nesta mesma semana o ministro de agricultura cazaque anunciou que empresas chinesas estão de acordo em investir US$ 1,740 bilhão na indústria de alimentos orgânicos do Cazaquistão para produtos destinados à exportação para a China.

Segundo o diplomata chinês, a instabilidade do iuane não afetará os planos da China de ampliar sua cooperação com o Cazaquistão.

"A desvalorização do iuane é um processo normal... Se o câmbio do iuane está mais baixo, vai incentivar os investidores chineses a ir para o estrangeiro para investir na economia do Cazaquistão", ressaltou Zhang.

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