Apesar de chegada de ajuda humanitária, 18 civis morrem de fome em Madaya

Cairo, 30 jan (EFE).- Pelo menos 18 civis morreram pela falta de alimentos e remédios nos últimos 20 dias na cidade de Madaya, no oeste da Síria, sitiada pelas forças do regime do presidente do país, Bashar al Assad, apesar da chegada de ajuda humanitária no dia 11 de janeiro, informou neste sábado o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

O Observatório Sírio elevou, dessa forma, o número de mortos divulgado ontem pelos Médicos Sem Fronteiras (MSF), que denunciou a morte de 16 pessoas por fome na cidade.

Entre as vítimas há dois menores de idade e quatro mulheres, conforme o Observatório, que acrescentou que ainda há 400 pessoas que esperam deixar Madaya devido as suas condições de saúde.

O diretor de operações da MSF, Brice de le Vingne , afirmou ontem, em comunicado, que é totalmente inaceitável que as pessoas continuem morrendo de fome e que pessoas gravemente feridas permaneçam na cidade enquanto deveriam ter deixado o local há semanas para serem atendidas.

De acordo com a organização, há 320 doentes por desnutrição em Madaya, entre eles 33 em estado grave. A cidade é alvo de uma ofensiva do regime sírio e do grupo xiita libanês Hezbollah, aliado de Assad, desde julho de 2015.

No início de janeiro deste ano, três caravanas, organizadas pela ONU, do Crescente Vermelho Sírio e do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, entraram em Madaya para distribuir ajuda humanitária.

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