Alemanha estuda enviar refugiados que cometeram crimes para outros países

Berlim, 31 jan (EFE).- A Alemanha estuda expulsar refugiados que tenham cometido crimes para outros países, como a Turquia, caso não seja possível enviá-los aos locais de origem por razões de segurança ou porque os governos não os aceitarão o retorno.

"Estamos negociando com a Turquia e outros países a expulsão dessas pessoas", indicou o ministro da Chancelaria e Coordenador para a Política dos Refugiados, Peter Altmaier, em entrevista ao jornal "Bild".

A intenção do governo é devolver esses imigrantes ao país pelo qual chegaram ao território da União Europeia (UE), caso não seja possível fazer com que eles retornem às nações de origem.

A medida está no pacote de leis aprovado na última quarta-feira para agilizar a expulsão do país dos estrangeiros que cometam crimes, sejam eles refugiados ou não.

A iniciativa foi defendida pela grande coalizão da chanceler Angela Merkel, após a confirmação da presença de solicitantes de asilo entre os supostos autores das agressões sexuais a mulheres registrados na noite de Ano Novo em Colônia.

De acordo com o projeto de lei, poderão ser expulsos os estrangeiros condenados por crimes sexuais, contra a vida, a integridade física ou contra propriedade, cometidos com violência ou de forma reiterada.

Altmaier assumiu o posto de Coordenador para a Política dos Refugiados há poucos meses, para tentar ordenar sua chegada aos centros de amparo em meio ao grande fluxo de solicitantes de asilo. Desde o início do ano, disse o ministro ao "Bild" já deixaram a Alemanha mais de 50 mil refugiados de forma voluntária ou expulsos.

Muitos deles, completou Altmaier, saíram do país ao constatarem que tinham poucas possibilidades de conseguir asilo no país. "Quem não tem perspectivas de ficar deverá abandonar em breve a Alemanha" destacou o ministro da Chancelaria.

Além do projeto de lei para a expulsão dos estrangeiros criminosos, a grande coalizão de Merkel acertou nesta semana a implementação de outro pacote de medidas para endurecer as leis de concessão de asilo, entre elas considerar Marrocos, Tunísia e Argélia como países seguros.

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