Rei da Espanha se reúne com Podemos e Ciudadanos para tentar formar governo

Madri, 1 fev (EFE).- O rei Felipe se reúne nesta segunda-feira com os líderes do Podemos (esquerda) e Ciudadanos (liberais), forças fundamentais para as combinações que possam favorecer a governabilidade na Espanha, na véspera do término da rodada de encontros com Mariano Rajoy, do PP, e do socialista Pedro Sánchez.

Depois que a primeira rodada terminou sem um candidato à presidência do governo, o monarca iniciou na quarta-feira passada a segunda rodada, que termina amanhã, enquanto o Executivo continua interino desde as eleições legislativas de 20 de dezembro.

Nesse dia, o PP (Partido Popular) obteve 123 deputados, o PSOE (socialistas) 90, o Podemos 69 e os Ciudadanos 40, quando são necessários 176 cadeiras para ter a maioria absoluta.

Na anterior rodada Pablo Iglesias, do Podemos, ofereceu ao PSOE um governo de coalizão com uma série de contrapartidas que um setor do partido socialista vê com reservas.

Já o Ciudadanos está disposto a se abster para permitir a posse de um candidato do PP ou do PSOE, mas teu líder, Albert Rivera, reitera que não apoiará nem Rajoy (atual presidente interino) e nem o socialista Sánchez.

Após as reuniões com o rei, pode sair o nome do dirigente que será submetido a uma votação de posse no Congresso.

Rajoy declinou ser o candidato na primeira rodada por carecer de apoios para seguir à frente do Executivo, embora se reserve a opção de se candidatar mais adiante.

Por sua vez, Sánchez em um primeiro momento era partidário de que Rajoy fosse o primeiro a se submeter ao debate parlamentar de posse, embora agora seja a favor de tentar formar governo.

O porta-voz do PSOE no Congresso, Antonio Hernando, confirmou hoje que Sánchez "está disposto" a negociar a formação de um governo se Felipe VI pedir isso amanhã.

Hernando, em entrevista à rede "Telecinco", disse que Sánchez tem "a obrigação de tentar formar governo", embora "constitucionalmente corresponderia" primeiro ao presidente do Governo interino, Mariano Rajoy.

"Sánchez e o PSOE estamos dispostos a assumir a responsabilidade que nos corresponde, que é a responsabilidade de tentar. Se Rajoy disser amanhã que não, estaremos do lado do que o Rei disser, com absoluto respeito a sua autonomia, mas assumindo que somos a segunda força e estamos dispostos a tentar e assumir essa responsabilidade", acrescentou.

No entanto, a soma de PSOE, Podemos e IU (duas cadeiras) é insuficiente para ter a maioria absoluta e só sairá adiante se contar com respaldo das forças nacionalistas.

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